A Xiaomi negou que esteja negociando uma parceria com a Ford para fabricar veículos elétricos nos Estados Unidos. A declaração da companhia chinesa veio depois de reportagem do jornal norte-americano Financial Times dizer que as empresas abriram conversas preliminares para a produção dos carros. A Ford também respondeu ao jornal que a informação era “falsa”.
Segundo o jornal estatal chinês voltado para assuntos econômicos Global Times, a Xiaomi declarou que não vende seus produtos ou serviços nos EUA e que não abriu negociações para entrar nesse mercado.
A reportagem do Financial Times também diz que a Ford procurou a BYD e outras montadoras chinesas para uma colaboração. A estratégia da Ford seria facilitar a entrada do setor automotivo chinês em um mercado que atualmente está travado para veículos estrangeiros em troca de parcerias tecnológicas.
Desde abril do ano passado, montadoras estrangeiras enfrentam uma barreira de 25% para vender seus veículos nos EUA. A medida foi uma das primeiras anunciadas pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) desde que assumiu a Casa Branca em janeiro de 2025.
Já em janeiro deste ano, Trump foi na contramão de sua medida e “convidou” as montadoras chinesas a irem aos EUA. Em discurso no Clube Econômico de Detroit –famoso polo automotivo do país– o norte-americano disse que as empresas são bem-vindas, desde que contribuam para a criação de empregos no país.
Fundada em 2010 como uma empresa de produtos de eletrônicos de consumo –smartphones, computadores, caixas de som– , a Xiaomi anunciou sua entrada no setor de veículos elétricos em 2021 com um investimento inicial de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 52,5 bilhões), tornando-se rapidamente uma das marcas de veículos elétricos que mais crescem na China.
A chinesa já colocou no mercado 2 modelos de carros, um sedã e uma SUV. Para 2026, a meta da companhia é vender 550 mil veículos, o que representaria um aumento de 34% ante as vendas do ano passado.





