A cientista política e ex-chefe de gabinete de Rodrigo Chaves, Laura Fernández (PPSO, direita), foi eleita no domingo (1º.fev.2026) presidente da Costa Rica, com mais de 48% dos votos. Ela liderava as pesquisas de opinião e precisava de 40% dos votos para vencer no 1º turno e evitar o 2º turno em 5 de abril.
Fernández venceu a eleição com a promessa de dar continuidade ao governo em um país marcado pelo aumento da criminalidade. A questão da segurança pública foi tema central de sua campanha.
“A mudança será profunda e irreversível”, declarou Fernández em seu discurso de vitória, anunciando que a Costa Rica estava entrando em uma nova era política. A 2ª república da nação centro-americana, que começou após a guerra civil de 1948, “é coisa do passado”, afirmou. “Cabe a nós construir a 3ª república”, disse Fernández a seus apoiadores em San José.
Ao todo, 20 candidatos disputaram a Presidência da Costa Rica, mas nenhum superava 10% das intenções de voto nas pesquisas presidenciais, segundo o Ciep (Centro de Investigação e Estudos Políticos da Universidade de Costa Rica).
Álvaro Ramos (Partido da Libertação Nacional, centro), economista e seu principal concorrente, obteve cerca de 1/3 dos votos, enquanto Claudia Dobles (Coalición Agenda Ciudadana), arquiteta progressista e ex-primeira-dama, ficou pouco abaixo de 5% dos votos.
“Precisamos continuar lutando, esse é o nosso trabalho, esse é o nosso compromisso”, disse Ramos durante seu discurso de concessão. “Continuaremos clamando pela unidade do país e pela cura de uma nação ferida.”
Segundo a agência de notícias Reuters, o partido de Fernández, o Partido Pueblo Soberano, deverá conquistar a maioria de 30 cadeiras no Congresso de 57 assentos, um aumento em relação às suas atuais 8 cadeiras, mas ainda não alcançou a “supermaioria” que lhe daria maiores poderes.
A vitória de Fernández reflete recentes triunfos eleitorais de candidatos de direita em toda a América Latina, incluindo Chile, Equador e Honduras.





