• Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Medvedev diz que Rússia evita guerra mundial

“Não estamos interessados em um conflito global. Não somos loucos”, afirma o ex-presidente.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou que o mundo entrou em uma fase de risco elevado, mas disse que Moscou não busca um confronto global. Ele avaliou que o ambiente internacional se tornou “muito perigoso” e que o limiar de tolerância a choques vem diminuindo.

“A situação é muito perigosa”, declarou. Apesar disso, fez questão de afastar a ideia de uma guerra mundial: “Não estamos interessados em um conflito global. Não somos loucos”. Ainda assim, ponderou que “um conflito global não pode ser descartado”. As informações são da agência Reuters.

A guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia em 2022 provocou o maior embate entre Moscou e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria. Medvedev elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e disse ver com bons olhos a retomada de contatos com Washington, enquanto se desenrolam tentativas de negociação para encerrar o conflito. Ao mesmo tempo, disse que países ocidentais ignoram reiteradamente os interesses russos.

Conhecido por adotar um discurso duro desde que deixou a Presidência da Rússia, Medvedev voltou a alertar para o risco de escalada. Na avaliação dele, o Ocidente subestima a disposição de Moscou de defender o que considera seus interesses. “Eles dizem: ‘de jeito nenhum —esses russos estão inventando tudo, espalhando histórias de terror, nunca fariam nada’”, afirmou. Para o dirigente, a operação militar na Ucrânia demonstra o contrário.

Embora o presidente Vladimir Putin tenha a palavra final sobre a política do país, diplomatas estrangeiros veem Medvedev como um termômetro do pensamento dos setores mais duros da elite russa.

Questionado sobre a sucessão de tensões internacionais registradas em janeiro, envolvendo episódios na Venezuela, na Groenlândia e em outras regiões, Medvedev resumiu o período como “demais”. Ao comentar a situação do presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), aliado de Moscou, disse que, se Trump tivesse sido “roubado” por uma potência estrangeira, os Estados Unidos encarariam o episódio claramente como um ato de guerra.

Por: Poder360

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