O vereador de Belo Horizonte Sargento Jalyson (PL) procurou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após receber ameaças de morte pelas redes sociais e também por mensagens em seu número particular.
As primeiras intimidações, segundo consta no boletim de ocorrência, teriam ocorrido na última quarta-feira (13), após a aprovação de um projeto de lei, assinado pelo vereador, no Legislativo.
O texto em questão estabelece a criação de multas e sanções administrativas para pessoas que forem flagradas consumindo drogas ilícitas em espaços públicos da capital mineira.
A medida estima o pagamento de até R$ 1,5 mil para quem for pego com as substâncias. Esse valor ainda sofrerá um reajuste anual com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - Especial (IPCA-E).
O suspeito entrou em contato, inicialmente pelas redes sociais. Em algumas mensagens, ele chega a dizer para o vereador: "Tu vai morrer", "Nois e os crias 'vai' te pegar de jeito", "Vamo te dar tiro de fuzil" e "Vou te encher de tiro".
Em seguida, o parlamentar conta que recebeu mensagens em seu número profissional, também com novas ameaças e acusações de crimes como racismo, do mesmo suspeito, que afirma ser do Rio de Janeiro. "Ele foi na minha página do Instagram, pegou meu telefone que utilizo no mandato com intenção de coibir meu trabalho enquanto parlamentar e se identificando como de extrema esquerda, criticando a direita, falando que somos extremistas e ele me ameaçando, curiosamente", disse o vereador para a Itatiaia.
À reportagem, ele afirmou que além da Polícia Civil, também acionou a Presidência da Câmara Municipal e o Ministério Público (MPMG) sobre o episódio.
Esse é o segundo caso de ameaças à parlamentares da capital mineira. Em fevereiro deste ano, a vereadora Juhlia Santos (PSOL) revelou ter sido alvo de ameaças de morte com conteúdo racista e transfóbico.
No caso de Juhlia, a condicionante para que as ameaças cessassem seria a renúncia do mandato no Legislativo.
Desde então a vereadora passou a receber escolta, o que não impediu que novas ameaças fossem feitas. O presidente da Casa, vereador Juliano Lopes (Podemos), acionou a Polícia Federal (PF) e também pediu reforço na escolta da Guarda Municipal.





