O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta 4ª feira (25.mar.2026) da apresentação da 1ª aeronave supersônica produzida no Brasil, o caça F-39E Gripen, da Embraer e da fabricante sueca Saab. O evento foi realizado no Aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto, interior de São Paulo.
O Gripen E tem 15,2 metros de comprimento, envergadura de 8,6 metros, com peso máximo de decolagem de 16,5 toneladas. O caça tem 10 pontos de fixação de carga externa (mísseis, bombas, tanques de combustível e sensores). A velocidade máxima é de Mach 2 (cerca de 2.400 km/h a 2.500 km/h), duas vezes a velocidade de som.
De acordo com o governo, a produção do modelo em território nacional coloca o Brasil entre os países com capacidade de desenvolver e fabricar aeronaves de combate de alta complexidade, em um marco para a indústria de defesa na América Latina.
Assista como é o 1ª caça supersônico produzido no Brasil:
No evento, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que trabalha para exportar o F-39E Gripen, o 1º caça supersônico produzido no Brasil, à Colômbia e outros países.
Também estiveram presentes no evento o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB); o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos); o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT); o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB); o ministro das Cidades, Jader Filho (MDB); a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB); a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o diretor-executivo da Saab, Micael Johansson; o presidente da Apex, Jorge Viana; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (PT); o senador Giordano (Podemos); o presidente do PT, Edinho Silva; e o prefeito de Gavião Peixoto, Adriano Marçal da Silva (PSD).
O programa Gripen brasileiro é resultado de acordo firmado em 2014 entre o governo brasileiro, à época sob a gestão de Dilma Rousseff (PT), e a Saab. Estimado em cerca de US$ 4 bilhões e financiado em 25 anos, o contrato propõe a aquisição de 36 aeronaves, e inclui a transferência de tecnologia para a Força Aérea Brasileira e para a Embraer.
A Saab treinou mais de 350 profissionais brasileiros, entre técnicos, engenheiros e pilotos, como parte do acordo. A medida busca garantir autonomia ao Brasil para desenvolver, produzir e manter caças supersônicos ao longo de toda a vida útil das aeronaves, estimada de 30 a 40 anos.
Em 2018, na cidade de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, foi inaugurada a 1ª fábrica de aeroestruturas da Saab fora da Suécia. No local, estão sendo produzidos cones de cauda, freios aerodinâmicos, fuselagens traseiras e dianteiras para o Gripen.
Em 9 de maio de 2023, foi inaugurada a linha de produção do Gripen no Brasil, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto. No local, devem ser produzidas 15 aeronaves no total.






