• Quarta-feira, 25 de março de 2026

Boulos diz que há omissão de governadores no ICMS dos combustíveis

Após reunião com caminhoneiros, ministro disse que Estados travam redução e que há ganância de distribuidoras na alta do diesel. Leia mais no Poder360.

Depois de reunião com caminhoneiros, o secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), criticou a postura de governadores sobre o ICMS e apontou falhas na composição dos preços dos combustíveis. Ele também afirmou que o aumento recente do diesel está ligado à “ganância” de distribuidoras e postos, em meio ao avanço da MP (medida provisória) do piso mínimo do frete.

O encontro foi realizado nesta 4ª feira (25.mar.2026), no Palácio do Planalto. Segundo Boulos, há “omissão de determinados governadores que não querem mexer no ICMS para estabilizar o preço do combustível, especialmente do diesel, diante dessa guerra que o Donald Trump estabeleceu contra o Irã”, em referência à composição do valor final pago pelos consumidores.

O tema ganhou novo impulso depois de o governo federal defender alternativas para reduzir a carga tributária sobre combustíveis. Entre as medidas em debate, está a proposta de zerar o ICMS do diesel importado, como forma de aliviar custos na cadeia de abastecimento.

Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito apelos para que governadores reduzam o ICMS do diesel, com o objetivo de conter a pressão inflacionária no setor de transportes.

As discussões ocorrem em paralelo às queixas de caminhoneiros, que atribuem parte da perda de renda à alta do combustível.

Boulos também atribuiu a alta recente do diesel a práticas de mercado, ao afirmar que há aumento “despropositado” e “artificial” em postos e distribuidoras.

Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras”, disse o ministro depois da reunião.

Segundo ele, mesmo com a desoneração de tributos federais, os reajustes não estariam sendo repassados ao consumidor final.

O governo federal afirmou que ampliará a atuação de órgãos como a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a Polícia Federal, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e os Procons, além de operações de fiscalização já em andamento em todo o país.

A estratégia inclui o monitoramento de preços e ações contra práticas consideradas abusivas na cadeia de combustíveis, especialmente no diesel utilizado pelo transporte rodoviário.

Por: Poder360

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