“A escalada do conflito no Irã elevou o preço da ureia, enquanto na China avança uma política protecionista — situação que acende um sinal amarelo para os produtores brasileiros.”
Mais de 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor extremamente sensível a qualquer instabilidade global. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Em 2025, foram importadas cerca de 45,5 milhões de toneladas, número que evidencia o tamanho da exposição brasileira às oscilações externas. Para a Scot Consultoria, esse ponto é estrutural e preocupa: “A combinação de choques geopolíticos e a postura mais restritiva da China nas exportações expõe, mais uma vez, a fragilidade da dependência externa brasileira.”Conflito no Oriente Médio eleva custos globais A guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos impacta diretamente a cadeia de fertilizantes. O Irã é um importante fornecedor de amônia e ureia — insumos essenciais para a produção agrícola. Com a escalada do conflito, houve aumento nos preços internacionais de energia, o que encarece diretamente os fertilizantes nitrogenados. Além disso, a situação logística agrava o cenário. O fechamento do Estreito de Ormuz compromete o fluxo global de insumos, incluindo o enxofre, essencial para fertilizantes fosfatados. Estima-se que cerca de 44% do fluxo mundial passe por essa rota estratégica. China restringe exportações e amplia tensão no mercado Outro ponto-chave destacado pela Scot é a mudança de postura da China. Em 2025, o país asiático se consolidou como o principal fornecedor de fertilizantes ao Brasil, superando a Rússia — movimento impulsionado pela necessidade de diversificação diante da guerra no Leste Europeu. No entanto, o cenário mudou. O governo chinês decidiu manter restrições às exportações de fertilizantes, principalmente fosfatados, até agosto de 2026, priorizando o abastecimento interno diante da instabilidade global. Segundo a Scot, a consequência é direta: “Com a imposição de restrições à exportação pela China, a expectativa é de aumento de preços.”Figura1. Os cinco maiores fornecedores de fertilizantes, exceto bruto, ao Brasil, em 2025.

Outros: Nigéria, Israel, Omã, Arábia Saudita, Estados Unidos, Catar, Alemanha, Argélia, Noruega, Países Baixos, Venezuela, Turcomenistão, Bolívia, Espanha, Índia, Jordânia, Irã, Cazaquistão, Uzbequistão, Finlândia, Bahrein, Trinidad e Tobago, Líbano, Reino Unido, Lituânia, Laos, Chile, Polônia, Bélgica, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, México, Suécia, Belarus, Colômbia, Itália, Hong Kong, Bulgária, Taiwan, França, Argentina, Turquia, República Tcheca, Portugal, Irlanda, Austrália, Eslovênia, Eslováquia, Paraguai, Coreia do Sul, Uruguai, Guatemala, África do Sul, Singapura, Costa Rica, Brasil, Peru, Hungria, Grécia, Japão, Ucrânia, Suíça, Áustria, Azerbaijão, Camarões, Kuwait, Estônia, Geórgia, Guiana, Indonésia, Letônia, Líbia, Malásia, Malta, Panamá, Polinésia Francesa, República Dominicana, Senegal, Sérvia, Tailândia, Vietnã





