Inspirada no livro A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada, de Nestor Capoeira, a série Capoeiras estreia nesta sexta-feira (29/8) no Disney+. A trama começa em 1971, no subúrbio do Rio de Janeiro, e acompanha dois jovens capoeiristas: Veneno () e Noivo (). Após se envolverem em uma batida policial que termina na morte do mestre Vendaval e de um agente, a dupla decide guardar segredo e se separa.
Dezessete anos depois, Veneno se torna campeão de lutas clandestinas, enquanto Noivo retorna com visões premonitórias e a missão de impedir uma nova tragédia. O reencontro reabre feridas, reacende o confronto entre eles e os coloca diante da verdade sobre a morte do mestre.
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Segundo Malheiros, foi a primeira vez que ele e o colega conseguiram reunir tantas paixões em um único trabalho. “Falar sobre capoeira é um sonho de qualquer capoeirista. Tanto o Rapha quanto eu, a gente treina desde muito jovem para ser mestre, então trazer e juntar essas paixões sempre foi nosso sonho.”
Ele ressalta ainda a importância de a série dar espaço à espiritualidade. “Falar de candomblé de um jeito bacana, mostrando o carinho das pessoas dentro de um terreiro. Isso também é um sonho muito grande e a gente consegue levar isso de um jeito muito brasileiro. É uma série muito brasileira e que tem a nossa cara.”

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1 de 2 Série une capoeira e espiritualidade
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2 de 2 Disney+ estreia série Capoeiras com Sérgio Malheiros e Raphael Logam Disney+
Mesmo com experiência na luta, os atores precisaram se adaptar às coreografias criadas especialmente para as filmagens. Logam lembra da parceria com o diretor de fotografia, André Murilo. “Como a gente já jogava, o nosso trabalho foi mais de ensino das coreografias. É importante dizer que essas progressões eram criadas junto com o André Murilo, que é o fotógrafo. Ele precisava também saber entrar nesse balé pra poder não ser atingido. E ele foi atingido várias vezes.”
As gravações também exigiram muito preparo físico dos atores. Raphael Logam contou que um dos maiores desafios era simplesmente conseguir se manter de pé em cima do ringue. Já Malheiros destacou as dificuldades:
“Era um desafio físico muito grande, porque a gente fazia muitas cenas de física de luta. Então os dias de luta eles eram muito intensos, a gente se hidratava muito, então tinha que ter um trabalho de prévio também, de fortalecimento muscular muito grande para a gente conseguir não se machucar e fazer todos os movimento bem e sair de lá inteiro, sem falar que o ringue tem umas luzes em cima dele, que é a sensação térmica ali em cima era de 60, 65 graus.”