O concurso foi surpreendido pela inscrição de uma candidata criada por . Com perfil ativo nas redes sociais, a falsa modelo enviou fotos, vídeos e até interagia com outras concorrentes nas redes. Ela chegou a passar pela pré-seleção da competição, mas não participou da fase presencial.
A desconfiança surgiu quando os jurados notaram falhas sutis nos materiais enviados, como descompasso entre fala e movimento da boca, expressões artificiais e imperfeições nos cenários de fundo. Para confirmar a suspeita, a organização recorreu a um especialista em IA.
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1 de 3 Miss criada por inteligência artificial (foto ilustrativa) Divulgação/Miss São Paulo Internacional
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2 de 3 Miss São Paulo Internacional Divulgação
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3 de 3 Duda Mattos, embaixadora do Miss São Paulo Internacional Divulgação
“A ‘candidata’ declarou na ficha inscrição – preenchida online – que já havia participado de outros concursos. Pedimos fotos para comprovar isso e ela simplesmente sumiu”, contou Edu Graboski, organizador do evento.
Segundo ele, as imagens foram manipuladas a partir do corpo de uma modelo real dos . “Pegou o corpo de uma modelo americana, trocou o rosto e fez alguns ajustes com inteligência artificial, tirando tatuagem, mexeu um pouquinho no corpo, deixou um pouco mais magra, mexeu na forma, tirou algumas linhas de expressão”, explicou.
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As imagens da concorrente artificial e a identidade da modelo original foram preservadas pela organização, que pretende notificá-la sobre o uso indevido de sua imagem. Por conta do episódio, novas medidas de segurança foram adotadas no concurso.
“Agora, além do envio de documentos pessoais, fotos e vídeos, todas as candidatas passam obrigatoriamente por uma triagem ao vivo, via chamada de vídeo com a organização, e assinam a inscrição de forma autenticada pelo aplicativo Gov.br”, detalhou Graboski.
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