• Sexta-feira, 27 de março de 2026

Relatório cita mesada do Careca do INSS para Lulinha

Relatório final serve de base para abertura formal de investigações; filho do presidente Lula é apontado como um dos facilitadores do esquema de fraude.

O relatório final da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) nesta 6ª feira (27.mar.2026) pediu o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento também pede o indiciamento de outras 215 pessoas, incluindo o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Leia a íntegra do relatório (PDF – 26 MB).

O relator afirmou que, embora as investigações não tenham avançado, depoimento colhido pela Polícia Federal citou pagamento de R$ 25 milhões do Careca do INSS ao filho do presidente. O documento afirma que Lulinha auxiliou a lobista Roberta Luchsinger e o Careca do INSS com uma “abertura de portas” no governo federal para os interesses ilegítimos da dupla.

Gaspar argumenta que o principal indício contra o filho do presidente é um depoimento de Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS. Segundo o relatório, o depoimento fala no pagamento de 25 milhões (em moeda desconhecida) e um pagamento mensal de R$ 300 mil, que foi antecipado em reportagem do Poder360.

O relatório afirma que o elo entre Lulinha e o Careca do INSS foi a lobista Roberta Luchsinger. Segundo o relator, ela recebeu R$ 1,4 milhão pelos serviços de consultoria da empresa do Careca do INSS. “Está provado que o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição, por Careca do INSS, de passagens de primeira classe em voos internacionais, bem como hospedagens de luxo em países europeus”, afirmou.

O relatório é incisivo em relação ao ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), que foi indiciado por prevaricação, omissão deliberada e blindagem política da cúpula do INSS. O texto afirma que Lupi ignorou sucessivos alertas sobre as fraudes, o que teria permitido que os descontos indevidos passassem de R$ 706 milhões em 2022 para mais de R$ 3,3 bilhões em 2024.

Também foram incluídos nos pedidos de indiciamento:

A seção de indiciamentos detalha as condutas do núcleo financeiro e operacional do esquema, que cobrava taxas não autorizadas de idosos de baixa renda em todo o país.

A estrutura envolvia desde funcionários estratégicos do INSS —como ex-presidentes e diretores de benefícios— até operadores responsáveis pela lavagem de dinheiro por meio de contas de passagem, associações sindicais (como o Sindnapi) e empresas de corretagem.

Os crimes incluem organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, furto e fraude eletrônica. O relatório requer o envio das provas ao STF (Supremo Tribunal Federal), à PF e ao Ministério Público para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos e aos beneficiários lesados.

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Por: Poder360

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