Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de algumas operações no Oriente Médio depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. A Qatar Airways vai realizar uma rota para São Paulo nesta semana.
A companhia qatari obteve uma autorização temporária das autoridades para realizar alguns voos durante a semana. A empresa anunciou que um avião vai partir de Doha para São Paulo na 5ª feira (12.mar), com retorno programado para 6ª feira (13.mar). A Qatar Airways comunicou rotas para países de todos os continentes.
A British Airways tem realizado voos de Muscat (Omã) para Londres nos últimos dias. Mas, depois de algumas viagens com vendas esgotadas, decidiu interromper o serviço após 5ª feira (12.mar) por causa da baixa demanda. A empresa vai rever a decisão nos próximos dias. A companhia anunciou na 3ª feira (10.mar) a suspensão de voos para Abu Dhabi até o fim de 2026 em razão da instabilidade no espaço aéreo do Oriente Médio.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 e fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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