O presidente do PSD (Partido Social Democrático), Gilberto Kassab, deve deixar o governo de São Paulo até 4 de abril, data-limite para sair de cargos públicos antes das eleições. O secretário de Governo e Relações Institucionais de Tarcísio de Freitas (Republicanos) pretende focar na campanha eleitoral do seu partido.
O PSD vai lançar um candidato próprio para a corrida pelo Planalto. Ratinho Júnior, governador do Paraná, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás, são pré-candidatos pela legenda. A escolha do nome que vai concorrer será feita até 31 de março pelo diretório nacional.
Em 6 de março, Kassab disse a jornalistas que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) só disputará sozinho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 1º turno se um “helicóptero cair com os 3”, em referência aos pré-candidatos. A declaração foi dada no encontro “Propostas PSD: modelo para o Brasil”.
Em 29 de janeiro, Kassab sugeriu uma submissão de Tarcísio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade, outra coisa é submissão”, disse em uma entrevista.
Segundo Kassab, “uma personalidade como ele, que é governador de São Paulo, que legitimamente tem as pretensões de comandar o país um dia, e, se não tem, muita gente no Brasil quer que ele tenha, precisa mostrar que tem a sua identidade”.
No dia seguinte, o governador respondeu: “É nesse momento difícil que os amigos aparecem para dizer ‘estou contigo, conta comigo’. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão. Absolutamente nada a ver”.
Em fevereiro, Kassab desmentiu uma crise com o governador. “Vão se desiludir os que apostam num afastamento entre mim, o PSD e Tarcísio de Freitas. Vamos continuar juntos num projeto de São Paulo e Brasil”, escreveu em seu perfil no Instagram.






