Os impactos da rejeição de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo medidos nesta quinta-feira (30), um dia após a derrota histórica imposta pelo Senado ao Palácio do Planalto. Em Minas Gerais, a deputada Leninha, presidente estadual do PT, acredita que a celeuma entre os poderes em Brasília não terá impacto na eleição para o governo, ainda suspensa pela indecisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) sobre entrar no páreo.
“Acredito que a rejeição do Messias pelo Congresso não necessariamente muda o cenário de Minas Gerais. Pacheco tem dado sinais mais claros de que pode ser candidato ao governo e uma nova indicação do presidente Lula pode acontecer em um tempo maior, até depois da campanha eleitoral. Por enquanto eu acredito que o Pacheco deva se decidir por concorrer ao governo antes de voltar a pensar nessa vaga do STF”, afirmou a presidente do PT mineiro à Itatiaia.
Pacheco era o nome preferido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo. O parlamentar amapaense fez campanha junto a Lula para que o mineiro fosse o escolhido pelo petista para o posto no STF, mas o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi o indicado.
O presidente do Senado é apontado como o orquestrador da derrota do governo na indicação de Messias. O placar de 42 votos contrários contra 34 favoráveis indica que houve traições por parte da base de governo e a investigação sobre os nomes (já que a votação é secreta) pode estremecer a relação de Pacheco com Lula.
Desde fevereiro de 2024, Lula faz apelos públicos para que Pacheco aceite concorrer ao Governo de Minas com seu apoio e, consequentemente, lhe oferecer palanque na tentativa de reeleição à Presidência da República. O senador tergiversou até os momentos finais da janela partidária, mas se filiou ao PSB no fim de março.
Embora a filiação ao partido base governista indique uma inclinação do senador para a disputa eleitoral, Pacheco nunca se declarou pré-candidato. A rejeição de Messias no Senado é mais um ingrediente nessa indefinição que promete se arrastar até agosto, quando as candidaturas devem ser oficializadas na Justiça Eleitoral.





