• Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Viana: ‘Alcolumbre trabalhou contra Messias e defendeu a importância de o Senado ter voz’

Senador mineiro avaliou que insatisfação com governo e STF no parlamento vai do presidente até o plenário da Casa

O senador Carlos Viana (PSD) considera que a atuação de Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado, foi decisiva para a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista ao Jornal da Itatiaia, na manhã desta quinta-feira (30), o parlamentar mineiro afirmou que a insatisfação de Alcolumbre se somou aos conflitos entre ministros do STF e senadores, com decisões que “impediram avanços em investigações de CPIs”.

“O Davi Alcolumbre se sentiu muito incomodado com a não indicação de Pacheco, trabalhou contra a indicação de Messias, falou com os senadores sobre isso, sobre a importância do Senado ter voz nas indicações. E boa parte dos senadores acompanham os embates do STF com o Congresso. O ministro Flávio Dino, por exemplo, deu uma decisão impedindo a quebra de sigilo do Lulinha, o filho do presidente. Impediu a convocação do irmão do presidente. Impactou muito dentro do Senado. E a forma como o ministro Gilmar Mendes reagiu ao relatório do senador Alessandro Vieira, quando ele pediu o inicialmento por conta dos escândalos do Banco Master e na questão do resort. Esse revés é não só ao governo, mas também ao Supremo”, afirmou Viana.

O plenário do Senado Federal promoveu uma derrota histórica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A última vez que esse fato ocorreu foi em 1894, há 132 anos.

Na ocasião, o governo do marechal Floriano Peixoto, o segundo presidente do Brasil, havia feito a indicação de cinco nomes ao Supremo: Barata Ribeiro, Innocêncio Galvão de Queiroz, Ewerton Quadros, Antônio Sève Navarro e Demosthenes da Silveira Lobo. Todos foram barrados.

Por: ITATIAIA

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