O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira (3) a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. Ao todo, R$ 4,96 bilhões serão repartidos entre 30 partidos políticos, com forte concentração dos recursos nas maiores bancadas do Congresso Nacional.
O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, ficará com a maior fatia do fundo: R$ 881,7 milhões, o equivalente a 17,8% de todo o montante disponível. Em seguida aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615,4 milhões (12,4%), e o União Brasil, com R$ 526,2 milhões (10,6%).
Juntos, os três partidos terão acesso a cerca de R$ 2 bilhões, concentrando aproximadamente 40% de todos os recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais do próximo ano.
A distribuição reflete diretamente a força das legendas no Congresso. Pela legislação, apenas 2% do fundo são divididos igualmente entre os partidos registrados. Os demais recursos são distribuídos de acordo com o desempenho eleitoral e o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado.
O PL foi beneficiado principalmente por possuir a maior bancada da Câmara. A legenda soma 99 deputados federais e 14 senadores. O PT, por sua vez, conta com 68 deputados e 9 senadores. Já o União Brasil reúne 60 deputados e 7 senadores.
Na sequência do ranking aparecem MDB (R$ 400 milhões), PSD (R$ 421 milhões), Republicanos (R$ 348,6 milhões), PP (R$ 417 milhões) e PSDB (R$ 147,9 milhões).
Os oito maiores partidos absorvem mais de 70% de todo o Fundo Eleitoral, enquanto legendas menores receberão valores próximos de R$ 3,3 milhões - montante correspondente apenas à parcela fixa distribuída igualmente entre todas as agremiações.
Entre os partidos de menor expressão, Agir, Cidadania, Democracia, PCO, PCB, PRTB, UP e outras legendas sem representação relevante no Congresso receberão pouco mais de R$ 3 milhões cada.
Criado em 2017 após a proibição das doações empresariais para campanhas, o Fundo Eleitoral é abastecido por recursos do Orçamento da União e se tornou a principal fonte de financiamento das disputas eleitorais no país. Em 2026, o valor disponível é o maior já distribuído pela Justiça Eleitoral para uma eleição geral.





