A Polícia Federal apreendeu armas encontradas com funcionários de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, no dia da 3ª fase da Operação Compliance, em 4 de março deste ano.
No caso de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado investigado por participar de grupo de monitoramento de adversários de Vorcaro, a corporação identificou:
Já Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, chamado de Sicário, tinha em sua casa uma pistola calibre .380, municiada, acompanhada de carregadores e munições, sem registro nos sistemas oficiais. O funcionário morreu em 6 de março, depois de tentar se matar enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte. A corporação não detalhou o que aconteceu.
As informações constam no voto proferido pelo relator do caso nesta 6ª feira (13.mar.2026) durante julgamento em plenário virtual para referendar a decisão que autorizou a prisão de Vorcaro. Eis a íntegra (PDF – 359 kB).
Mendonça citou as armas para rebater a tese da defesa, que entrou com recurso contra a decisão do ministro. Os advogados afirmaram que classificar a organização criminosa armada seria “mera ilação, destituída de credibilidade” porque “não se verificou a mínima referência a armas de fogo, isto é, ninguém dos ditos envolvidos foi flagrado na posse de armas ao tempo dos contatos do Peticionário com tais pessoas, tornando indevido a mais não poder se aduzir sobre a existência de alguma milícia”.
Para o ministro, “não há como afastar a repisada natureza de organização criminosa armada do grupo em questão, conhecido como “A Turma””. Em seu voto, Mendonça também diz que:
Já há maioria formada, com Luiz Fux e Nunes Marques acompanhando o entendimento de Mendonça. Toffoli se declarou suspeito para votar e Gilmar Mendes ainda não se manifestou.
Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março, na 3ª fase da Compliance Zero.
A ordem de prisão partiu de Mendonça. Na decisão (íntegra – PDF – 384 kB), o ministro disse que Vorcaro “manteve atuação direta na condução de estratégias financeiras e institucionais relacionadas à instituição, participando de decisões voltadas à captação de recursos no mercado financeiro e à sua posterior alocação em estruturas de investimento vinculadas ao próprio conglomerado econômico”.
Segundo ele, elementos da investigação indicam que o banqueiro “participou da estruturação de modelo de captação de recursos mediante emissão de títulos bancários com remuneração significativamente superior à média de mercado, direcionando os valores obtidos para investimentos em ativos de maior risco e baixa liquidez, inclusive por meio de fundos de investimento em direitos creditórios nos quais o próprio Banco Master figurava como cotista”.
Segundo a PF, o esquema investigado apresenta 4 núcleos principais de atuação:
Além de Vorcaro, foram presos:
A quebra do sigilo dos dados telemáticos do fundador do Master identificou que ele mantinha em seu ceular o contato dos telefones e autoridades dos Três Poderes, como 3 ministros do STF; parentes de ministros, como a advogada Viviane Barci de Moraes; 6 congressistas; além de 2 diretores do BC (Banco Central) –autarquia que regula e investiga a instituição.
As mensagens estavam em um dos celulares apreendidos de Vorcaro.
Com base no conteúdo obtido, eis o que se sabe sobre o empresário até o momento:





