A PF deflagrou a Operação Risco Biológico para investigar um suposto esquema de desvio de recursos no CFBM (Conselho Federal de Biomedicina) na 5ª feira (12.mar.2026).
A apuração mira integrantes de gestões anteriores da autarquia responsável por regulamentar e fiscalizar a profissão de biomédico no Brasil. As suspeitas de irregularidades foram antecipadas pelo Poder360 em 23 de agosto de 2024.
Segundo a PF, a investigação apura indícios de irregularidades administrativas e financeiras relacionadas à gestão do conselho.
Em nota, o CFBM afirmou que a operação trata de administrações passadas e declarou apoio às autoridades policiais.
“A Operação Risco Biológico refere-se a gestões passadas da autarquia, não havendo qualquer relação com a atual direção e seus membros”, afirmou o conselho.
A autarquia declarou que a atual diretoria, empossada em outubro de 2024, fornece documentos internos e presta esclarecimentos à Polícia Federal sempre que solicitada.
O órgão também afirmou que segue à disposição das autoridades para colaborar com a apuração.
O CRBM6 (Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região) também divulgou nota. Declarou que colabora com a justiça em todos os sentidos e reforçou que as denúncias dizem respeito à gestão federal de 2024.
“O trabalho da Polícia Federal é de extrema importância no sentido de levantar responsabilidades sobre o trabalho da gestão Federal anterior, sendo que a transparência, a moralidade e a ética devem sempre prevalecer”, disse o presidente do CRBM6, biomédico Thiago Massuda.
Em 2024, o TCU (Tribunal de Contas da União) e a PF investigavam o então presidente da entidade, o que foi divulgado por este jornal digital.
No mesmo período, o TCU decidiu intervir no conselho e alertou para problemas administrativos que colocavam em risco o processo eleitoral da autarquia. A decisão ampliou a pressão institucional sobre a direção da entidade.
Depois das investigações e da intervenção, o conselho teve mudança no comando. O então presidente Silvio Cecchideixou o cargo depois de aproximadamente 30 anos à frente da entidade, e a autarquia passou a ter uma nova direção.
Conselhos profissionais como o CFBM são autarquias federais responsáveis por regular e fiscalizar atividades profissionais no país. Essas entidades são financiadas principalmente por anuidades pagas pelos profissionais registrados, recursos que têm natureza pública e estão sujeitos à fiscalização de órgãos de controle.
A PF não informou, até o momento, o número de mandados judiciais cumpridos na operação nem a identidade dos investigados. As apurações seguem sob responsabilidade da Justiça Federal.
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