O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que o mistério sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais é parte da sua estratégia política e que não tem pressa em fazer o anúncio de sua decisão.
Em entrevista ao jornal “O Globo”, publicada nesta sexta-feira (5), Cleitinho diz que não tem medo das cobranças que podem vir caso ele se torne governador.
“Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? Só que eu não preciso ficar latindo que sou candidato, não, quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto. É tipo o que acontece com os artistas. O cantor chega para um show e vai para o camarim, oras, não fica andando lá no meio do povo. Senão as pessoas dão uma brochada. É tudo estratégia minha. Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa”, afirmou Cleitinho.
O senador afirmou que é subestimado pela classe política e pela imprensa por sua forma de falar e por não ter “mestrado e doutorado”, mas lembra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à presidência da República mesmo sem ter curso superior.
“A classe política me subestima e parte da imprensa também. Eu gosto disso. Não tenho medo de virar governador e de ser cobrado e xingado pelo eleitor. Só porque eu falo errado e não tenho estudo? Não é porque tem mestrado e doutorado que vai ter voto. Se fosse assim, o Lula nunca teria chegado onde chegou. Voto é emocional, é sentimento”, disse o parlamentar mineiro.
Nesta semana, durante encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em passagem por Minas Gerais, Cleitinho discutiu a formação de uma chapa que serviria de palanque para o filho do ex-presidente Bolsonaro em Minas.
Cleitinho citou o compromisso que fez com o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Fernando Falcão (Republicanos), para ocupar a vaga de vice-governador e recebeu um "sinal verde" de que uma "chapa puro sangue" poderia ser avaliada pelas lideranças do PL. No entanto, outros nomes do partido, como o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, defendem que a sigla lance uma candidatura própria ao governo de Minas e deixem uma possível aliança com Cleitinho para um eventual segundo turno.





