Bilionário compra por R$ 440 milhões fazenda quatro vezes maior que a cidade de São PauloA queda no preço do leite, segundo o desabafo, não é apenas um ajuste de mercado — é um sinal de alerta para quem depende da atividade para manter a família no campo.window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});No vídeo, a produtora questiona até quando o setor continuará enfrentando sucessivas reduções no preço, mesmo diante de uma atividade que exige dedicação constante. Ela destaca que a bovinocultura leiteira é uma das rotinas mais intensas dentro da produção rural, pois não há interrupção: a ordenha ocorre diariamente e não pode ser adiada. A indignação aparece quando ela reforça que, apesar de não existir folga real na lida, o pagamento pelo produto segue caindo. “ Até quando vamos continuar sendo castigados por levantar todos os dias, dia após dia”, diz a produtora, ao relatar a rotina da atividade. O tom do vídeo é de alerta, mas também de exaustão. A fala expõe um ponto central para milhares de famílias: produzir leite exige disciplina, investimento e mão de obra constante, mas o valor pago na ponta nem sempre acompanha o tamanho do esforço exigido. Além do impacto direto do preço, outro trecho do desabafo chamou atenção pela crítica a uma resposta considerada repetitiva por muitos produtores: a ideia de que “basta gestão” para superar a crise. A produtora reconhece que administração e controle de custos são fundamentais, mas questiona a realidade de quem enfrenta uma sequência de quedas no valor recebido, sem previsibilidade. “A propriedade tem que ter uma boa gestão, sim, mas quando alguém estava preparado para tantas baixas?”, afirma. A cobrança se transforma em um questionamento prático: se o produtor faz planejamento, investe em alimentação, sanidade, estrutura e mão de obra — e ainda assim o preço cai —, qual é o caminho possível para manter a atividade de pé? Nesse ponto, o vídeo reforça um sentimento crescente nas pequenas propriedades: a conta está ficando difícil de fechar, e o risco é que o produtor chegue ao limite. Em um dos trechos mais fortes do relato, a jovem fala abertamente sobre a possibilidade de produtores serem forçados a interromper a atividade por falta de viabilidade econômica. O alerta vem acompanhado de uma reflexão que ecoa no setor: “Se todo mundo parar, o que vai acontecer?”, questiona. A frase resume o temor de um cenário que já preocupa técnicos e produtores: quando a atividade deixa de ser sustentável para a agricultura familiar, o resultado não é apenas um prejuízo individual — é um impacto em toda a cadeia. Isso porque o leite movimenta uma rede ampla que inclui transporte, indústria, comércio local, cooperativas, assistência técnica, mão de obra, serviços veterinários e fornecedores de insumos. Quando o produtor reduz o rebanho ou sai da atividade, a consequência pode ser: • Menos volume produzido na região
• Redução da renda em comunidades rurais
• Desestruturação de pequenas propriedades familiares
• Dificuldade de sucessão no campo
• Perda de produtores e de capacidade produtiva no Estado O desabafo da produtora também se conecta a uma realidade importante: Santa Catarina tem forte presença de pequenas propriedades leiteiras, onde a produção é, em muitos casos, o principal sustento da família. Isso torna o impacto das quedas de preço ainda mais severo, principalmente quando os custos não reduzem na mesma proporção. Após a publicação, o vídeo repercutiu entre agricultores e moradores do Oeste catarinense, com relatos de que a situação apresentada não é isolada. A identificação com a fala reforça a percepção de que o tema é coletivo e que há um sentimento de impotência diante do cenário. O conteúdo, além de expressar indignação, também funciona como um pedido por alternativas e respostas. Em vez de apenas criticar, a produtora dá voz a uma preocupação prática: como continuar produzindo quando o preço recebido não acompanha o esforço e o custo da atividade? Outro ponto central no vídeo é a cobrança por apoio do poder público. A produtora afirma que o setor precisa de atenção e que o discurso comum não tem sido suficiente para responder ao problema real vivido no campo. Até o momento, não houve posicionamento oficial de órgãos governamentais sobre o caso específico. Ainda assim, o vídeo reacende uma discussão que costuma ganhar força em períodos de baixa no preço: qual é o papel das políticas públicas e das estratégias setoriais para proteger a base produtiva do leite, especialmente a agricultura familiar? Em muitas regiões, a sobrevivência da atividade depende de uma combinação entre mercado, organização da cadeia e medidas que garantam previsibilidade mínima ao produtor. O relato da produtora de Ipumirim se tornou um retrato de um problema maior: o desgaste emocional e financeiro de quem vive da bovinocultura leiteira em um cenário de instabilidade. A fala gravada após a ordenha, simples e espontânea, escancara o peso de um sistema em que o produtor trabalha todos os dias, mas sente que sua remuneração diminui mês após mês. O desabafo não é apenas uma reclamação: é um alerta sobre o risco de abandono da atividade, com impacto direto na produção de alimentos, na renda rural e na permanência das famílias no campo. Enquanto isso, a crise no preço do leite segue sendo motivo de preocupação em Santa Catarina, com produtores aguardando respostas, medidas e alternativas que garantam condições reais de continuidade para quem mantém a atividade funcionando na base do esforço diário.
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