Recursos da Cédula de Produto Rural atingem R$ 121,98 bilhões e sobem 30% no 2º sem. de 2025
A Cédula de Produto Rural (CPR) ganha protagonismo no crédito rural e chega a R$ 121,98 bilhões entre julho e dezembro de 2025, aponta levantamento do Mapa
A Cédula de Produto Rural (CPR) ganha protagonismo no crédito rural e chega a R$ 121,98 bilhões entre julho e dezembro de 2025, aponta levantamento do Mapa O financiamento do agronegócio brasileiro fechou o segundo semestre de 2025 com um avanço expressivo em um dos principais instrumentos privados do setor: a emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) somou R$ 121,98 bilhões entre julho e dezembro, registrando crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2024. O dado aparece no Boletim de Desempenho do Crédito Rural – Plano Safra 2025/2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e reforça que, mesmo em um ambiente de maior seletividade no crédito e custo elevado do dinheiro, a CPR vem sendo decisiva para manter o fôlego do custeio agrícola e pecuário no Brasil.
No mesmo período, o crédito rural empresarial contratado totalizou R$ 284,08 bilhões, com alta de 3% sobre 2024. Porém, quando se observa o valor efetivamente concedido (recursos já liberados na conta do produtor), o boletim mostra uma queda de 2%, totalizando R$ 270,41 bilhões. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Esse contraste evidencia um cenário de cautela: o setor até contratou crédito, mas a liberação ocorreu em ritmo mais lento, abrindo espaço para o crescimento dos instrumentos alternativos e de mercado, como a CPR. Onde o dinheiro foi aplicado: CPR se destaca enquanto linhas tradicionais encolhem O boletim traz um retrato detalhado das contratações por finalidade e confirma que a CPR foi o grande motor do semestre. Entre julho e dezembro de 2025, os valores contratados foram:
Custeio: R$ 92,47 bilhões (queda de 15%)
Investimento: R$ 32,63 bilhões (queda de 20%)
Comercialização: R$ 19,37 bilhões (queda de 3%)
Industrialização: R$ 17,63 bilhões (alta de 43%)
CPR:R$ 121,98 bilhões (alta de 30%)
Na prática, os números mostram que o produtor rural priorizou manter a operação rodando, focando em custeio e gestão de caixa, enquanto investimentos de longo prazo perderam força. CPR tem “cara” de custeio: somando os dois, volume chega a R$ 214,45 bilhões Um ponto essencial do boletim é que a maior parte da CPR emitida no período teve como destino o custeio da safra. Por isso, o Mapa destaca que, ao somar:
Custeio tradicional (R$ 92,47 bilhões) com
CPR (R$ 121,98 bilhões)
o setor alcança cerca de R$ 214,45 bilhões disponíveis para custeio, valor 6% superior ao registrado na safra 2024/2025. Ou seja: a CPR ajudou a sustentar o capital de giro do agro em um período em que linhas bancárias mais tradicionais ficaram mais restritas. Recursos concedidos: quando o dinheiro cai na conta, CPR vira peça-chave Além do volume contratado, o boletim detalha o que foi efetivamente concedido (liberado ao produtor). O total concedido somou R$ 270,41 bilhões, com recuo anual de 2%. A divisão por finalidade ficou assim:
Custeio: R$ 88,88 bilhões (queda de 18%)
Custeio com CPR considerada:R$ 210,86 bilhões (+4,2%)
Investimento: R$ 24,09 bilhões (queda de 41%)
Comercialização: R$ 18,09 bilhões (queda de 9%)
Industrialização: R$ 17,37 bilhões (alta de 41%)
O dado mais simbólico está no comportamento do custeio: sem a CPR, o custeio cai forte; com a CPR no cálculo, o resultado volta para o positivo, reforçando a dependência crescente do agro em relação ao instrumento. Juros e cenário mais “travado” explicam a retração do investimento O boletim aponta que o ambiente ficou mais restritivo especialmente nos investimentos. A leitura do Mapa é que, pela demanda, os produtores têm buscado mais custeio neste início de safra, e, pela oferta, os bancos vêm atuando com maior cautela. O documento ainda cita que as taxas de juros estão balizadas pela Selic (15% ao ano), fator que pesa na tomada de decisão e ajuda a explicar o comportamento mais retraído das linhas de investimento. Na prática, isso significa que a conta não fecha tão facilmente para modernizações e ampliações, o que faz parte do produtor priorizar o “essencial” (custeio) e postergar projetos maiores.
Menos contratos no campo: queda de 25% no número de operações Mesmo com crescimento no volume total contratado, o número de contratos caiu no período. Segundo o boletim, o total de operações firmadas recuou de 407.163 para 304.476, o que representa queda de 25%.
Por segmento, os números foram:
Pronamp: 122.769 contratos (-21%)
CPR: 91.535 contratos (-11%)
Demais operações: 90.172 contratos (-39%)
O movimento indica que o crédito ficou mais concentrado, com redução relevante principalmente nas operações fora de Pronamp e CPR. Cédula de Produto Rural cresce em participação e passa a representar até 45% do total concedido Um dos pontos mais relevantes do boletim é o ganho de espaço da CPR no total de recursos já concedidos. De acordo com o documento, a participação da Cédula de Produto Rural no total concedido subiu de 34% para 45%. Na prática, isso significa que quase metade do crédito rural efetivamente liberado no período já teve a CPR como componente central, consolidando o instrumento como um dos pilares do financiamento do agro no Brasil. Industrialização também avançou: alta de 43% nas contratações Em meio à retração de custeio e investimento, a finalidade industrialização chamou atenção, com:
R$ 17,63 bilhões em contratações (+43%)
R$ 17,37 bilhões concedidos (+41%)
Esse desempenho sugere uma movimentação maior em operações ligadas ao processamento e agregação de valor, mostrando que, mesmo com crédito mais caro, parte do setor seguiu avançando fora da porteira. O que explica o salto de R$ 121 bilhões em CPR no semestre? O avanço da CPR no segundo semestre de 2025 reforça uma tendência já observada no agro brasileiro: a busca por formas mais flexíveis de financiar a safra, com mais participação de capital privado e instrumentos de mercado. O próprio Mapa resume o semestre como marcado por:
expansão da CPR (+30%)
retração em linhas tradicionais, especialmente:
investimento (-20% nas contratações)
custeio (-15% nas contratações)
Em outras palavras, o crédito mudou de “perfil”: menos foco em expansão e mais foco em sustentação operacional, com a CPR ganhando protagonismo. Fontes e crédito responsável
Por: Redação
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