Inmet ALERTA: Chuva de 100 mm e ventos de 100 km/h no país terão impactos na Agricultura
Com atuação da ZCAS, temporais ganham força em estados do Centro-Oeste, Norte e parte do Sudeste, elevando o risco de chuva forte, alagamentos, queda de energia e atrasos em colheita e logística no campo.
Com atuação da ZCAS, temporais ganham força em estados do Centro-Oeste, Norte e parte do Sudeste, elevando o risco de chuva forte, alagamentos, queda de energia e atrasos em colheita e logística no campo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de “Perigo” para chuvas intensas, com previsão de acumulados que podem chegar a 100 mm por dia e ventos entre 60 e 100 km/h, um cenário que coloca o agronegócio em estado de atenção, principalmente em regiões que vivem um momento decisivo do calendário agrícola. O aviso destaca que o risco não está apenas no volume de chuva, mas na combinação de temporais fortes, rajadas de vento e descargas elétricas, fatores que podem comprometer operações em lavouras e propriedades rurais, além de provocar problemas em estradas, armazéns, redes elétricas e transporte de produção.
A instabilidade é reforçada pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), fenômeno típico do verão que concentra umidade e favorece a formação de nuvens carregadas por vários dias seguidos, aumentando o risco de eventos severos e persistentes em diferentes áreas do país. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});O que diz o alerta do Inmet e por que ele preocupa o campo Segundo o Inmet, o aviso de chuvas intensas indica possibilidade de:
Chuva entre 30 e 60 mm por hora ou 50 a 100 mm por dia
Ventos intensos (60 a 100 km/h)
Risco de corte de energia elétrica
Queda de galhos de árvores
Alagamentos
Descargas elétricas
Na prática, isso representa ameaça direta às atividades rurais porque o excesso de chuva em curto período pode encharcar o solo rapidamente, derrubar estruturas leves (como coberturas e lonas), dificultar a circulação de máquinas e aumentar perdas por qualidade. Além disso, rajadas de vento podem impactar desde lavouras em desenvolvimento até estruturas de apoio, como silos, armazéns, pivôs, cercas, telhados de galpões e redes de energia dentro das propriedades. Áreas em alerta e a faixa de instabilidade no país O comunicado do Inmet abrange uma ampla faixa do território, incluindo regiões produtivas em estados como Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Distrito Federal, Acre, Rondônia, Amazonas e Espírito Santo, entre outras áreas listadas no aviso. O mapa do alerta mostra uma grande área sob risco, atravessando parte do Centro-Oeste e avançando em direção ao Norte e Sudeste, indicando um período de atenção redobrada principalmente em zonas rurais, onde a infraestrutura pode ser mais vulnerável a eventos extremos.
Alerta do InmetZCAS aumenta risco de temporais e mantém padrão de chuva persistente A Climatempo reforça que, com a ZCAS configurada, o tempo segue instável por vários dias, favorecendo temporais com raios e rajadas de vento, especialmente entre o Centro-Oeste e o Norte do Brasil. A previsão indica que, em áreas do Norte, os acumulados ao longo de cerca de uma semana podem ficar entre 80 mm e 100 mm, o que mantém risco elevado de transtornos no campo e em corredores logísticos. No boletim nacional, a meteorologista Lívia Caetano destaca que a ZCAS mantém volumes elevados de chuva no Sudeste, Centro-Oeste e Norte, além de parte do Nordeste, enquanto a região Sul tem chuva mais fraca e períodos de tempo firme. Impactos diretos na agricultura: colheita, plantio e qualidade do grão em risco O alerta chega em um momento de grande movimentação no campo, principalmente por causa da colheita da soja e da instalação da segunda safra em diversas regiões. De acordo com a Climatempo, as chuvas desta semana podem:
atrapalhar as operações de colheita da soja em áreas produtoras do Centro-Norte do Mato Grosso
impactar a instalação do milho segunda safra
gerar oscilações no mercado, já que o excesso de umidade pode reduzir a qualidade dos grãos
dificultar logística e operações ligadas à soja no Centro-Oeste
Ou seja: não é apenas uma questão de “chover muito”. O problema é que o excesso de chuva e temporais em sequência podem provocar atrasos em janela de plantio, perda de ritmo de colheita e aumento de custo operacional, especialmente onde há dependência de estrada de terra e trânsito pesado de caminhões. Em períodos como esse, umidade elevada ainda pode elevar risco de problemas pós-colheita, como perda de padrão e necessidade de cuidados extras no armazenamento. Centro-Oeste sob atenção: Goiás e Mato Grosso no foco dos temporais A Climatempo destaca que a combinação de calor, umidade, baixa pressão e ZCAS mantém o tempo instável em áreas de Goiás e Mato Grosso, onde os temporais tendem a ocorrer com frequência. Em Goiás, por exemplo, há indicativo de temporais com potencial forte em diferentes áreas, incluindo municípios do interior e até a região de Goiânia, com eventos mais intensos à tarde.
Já em Mato Grosso, o alerta é para temporais em grande parte do estado, com a condição de instabilidade persistindo ao longo dos dias, o que coincide com regiões altamente estratégicas para soja e milho no Brasil. E o Sul? Chuva mais fraca, mas vento e variação de nebulosidade Enquanto o Centro-Oeste e o Norte concentram os maiores riscos de temporais, o boletim nacional indica que no Sul a chuva tende a ser mais fraca no litoral e com variação de nebulosidade, embora ainda exista atenção para rajadas de vento em alguns pontos.
Esse contraste regional reforça que o país vive um padrão de verão “dividido”: em algumas áreas, excesso de água e temporais; em outras, intervalos de tempo firme e calor. Logística travada e risco de atrasos em setores ligados ao agro Além do impacto direto na lavoura, temporais fortes interferem em um dos pontos mais sensíveis do agronegócio: a logística. Com chuvas intensas e vento forte, aumentam os riscos de: atoleiros em estradas rurais, queda de pontes pequenas, erosão, bloqueio de vias, interrupções no fornecimento de energia e atrasos no escoamento de grãos e no recebimento de insumos. A própria Climatempo alerta que, em áreas do sul do Pará, temporais podem prejudicar operações ligadas à logística e atividades industriais, com reflexo também na cadeia do agro em regiões de forte atuação agropecuária. Recomendações de segurança para produtores e trabalhadores rurais Diante do risco de vendavais e descargas elétricas, o Inmet orienta medidas práticas para reduzir perigo durante a passagem dos temporais:
não se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e raios
não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas
se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia
buscar apoio e informações junto à Defesa Civil (199) e Corpo de Bombeiros (193)
No campo, também é recomendável reforçar a atenção com estruturas expostas e animais em áreas de risco, evitando permanência em locais abertos durante tempestades com raios. Monitoramento constante vira estratégia para reduzir prejuízos
Por: Redação
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