O mundo dos muares viveu dias de luto com o anúncio da morte de Tércio do Carmo Barnabé, reconhecido como o “Rei dos muares”. A sua despedida encerra um dos capítulos mais importantes da asinocultura brasileira. Criador do tradicional afixo Indaiatuba, ele foi responsável por consolidar um dos maiores criatórios de mulas e jumentos do país, tornando-se referência nacional pela qualidade genética e pela escala de produção.
A própria associação do setor destacou sua trajetória, lembrando o criador pelo trabalho, dedicação e contribuição à criação de asininos no Brasil.
Mais do que um produtor, Barnabé foi um nome que ajudou a transformar uma atividade tradicional em um negócio estruturado dentro do agronegócio.
O chamado “império dos muares” não foi construído em uma única fazenda. Ao longo dos anos, a operação foi expandida e organizada em diferentes propriedades rurais, formando um sistema produtivo robusto.
Entre as principais bases do criatório, destacam-se:
Registros da própria associação mostram que Barnabé era proprietário de importantes fazendas em Indaiatuba (SP), consolidando sua presença como um dos principais criadores do estado .
Ao todo, o sistema reúne centenas de animais, entre jumentos, éguas e muares, posicionando-se como um dos maiores polos de produção do país.
O criatório ganhou notoriedade não apenas pelo tamanho, mas pela capacidade de atender o mercado em larga escala.
Animais oriundos dessas fazendas abastecem propriedades em diversas regiões do Brasil, especialmente em estados com forte atividade pecuária e áreas de difícil acesso.
Isso reforça um ponto importante:
👉 Mesmo com o avanço da mecanização, os muares continuam sendo essenciais no campo brasileiro.
O diferencial do “rei dos muares” sempre esteve na seleção genética.
O sistema produtivo é baseado principalmente em:
Esse trabalho resultou em animais reconhecidos por:
Foi essa combinação que transformou o criatório em referência nacional.
Com a morte de Tércio Barnabé, surge uma dúvida que movimenta o setor: 👉 Quem assume o comando do maior criatório de asininos do Brasil?
Até o momento, não há confirmação pública oficial sobre:
Não foram divulgadas informações por entidades do setor nem pela família sobre quem ficará à frente da operação.
Por outro lado, registros recentes indicam a presença de membros da família Barnabé ligados a propriedades rurais, o que pode sinalizar continuidade do negócio dentro do núcleo familiar.
A história do “rei dos muares” vai além da estrutura física ou do número de animais.
Ela representa:
Sua atuação ajudou a manter viva uma prática que acompanha o Brasil desde o período colonial e que ainda hoje é indispensável em muitas regiões.
A morte de Tércio Barnabé, o rei dos muares, encerra um ciclo, mas não o negócio.
👉 O futuro do maior criatório de asininos do Brasil dependerá agora da sucessão — ainda indefinida.
Enquanto isso, o setor observa com atenção. Porque mais do que um criador, o “rei dos muares” deixou um sistema estruturado, uma genética consolidada e um mercado ativo.
E a grande pergunta permanece: quem dará continuidade a esse legado no agro brasileiro?
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