• Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Governo de SP pagará R$ 36 mil a produtores rurais pela preservação da araucária

Edital incentiva a conservação do pinheiro-brasileiro e o fortalecimento da cadeia produtiva do pinhão no Vale do Paraíba através de Pagamentos por Serviços Ambientais

O agronegócio paulista ganha um reforço estratégico para unir rentabilidade e conservação ambiental. Através de um novo edital, o Governo de SP pagará R$ 36 mil a produtores rurais pela preservação da araucária, espécie símbolo da Mata Atlântica que enfrenta ameaças de extinção. A iniciativa faz parte do programa Pagamento por Serviços Ambientais (PSA Araucária), gerido pela Fundação Florestal e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

O anúncio oficial ocorreu em Cunha, no Vale do Paraíba, região que se destaca como polo de proteção do pinheiro-brasileiro. Além do fomento individual, o programa prevê repasses de até R$ 250 mil para organizações da sociedade civil que atuem na restauração e conservação da espécie, combatendo a extração ilegal e os impactos das mudanças climáticas.

Incentivos financeiros e o fortalecimento da cadeia do pinhão

O foco do edital não é apenas a proteção passiva, mas o fomento ao uso sustentável dos recursos. O programa apoia diretamente a cadeia produtiva do pinhão, incentivando práticas como o plantio de mudas e a recuperação de áreas degradadas.

Cunha, o epicentro da iniciativa, já demonstra a força econômica dessa semente. De acordo com dados da Semil, entre os anos de 2023 e 2025, os produtores da região coletaram mais de 1,1 mil toneladas de pinhão. A projeção para a safra de 2026 é otimista, com a estimativa de superar 368 toneladas, consolidando a preservação como um ativo financeiro viável para o campo.

Como o Governo de SP pagará R$ 36 mil a produtores rurais pela preservação da araucária

Para acessar os recursos, os interessados devem cumprir critérios técnicos e ambientais rigorosos. No caso das organizações (cooperativas, associações e ONGs), é necessário comprovar pelo menos um ano de atuação na conservação da espécie em Cunha.

Já para o produtor rural, o processo de habilitação exige a comprovação do vínculo com a terra e a regularidade ambiental. O benefício transforma o cuidado com a biodiversidade em receita direta, permitindo que o agricultor invista em tecnologia e manutenção da propriedade enquanto protege a floresta.

Regras e documentos para participar do edital

Para garantir que o Governo de SP pagará R$ 36 mil a produtores rurais pela preservação da araucária de forma transparente, os proponentes devem apresentar uma lista específica de documentos dentro do prazo estabelecido pela Fundação Florestal:

  • Manifestação de interesse devidamente preenchida;
  • Documentação pessoal (RG e CPF) e conta bancária no Banco do Brasil;
  • Inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • Comprovação de posse ou propriedade (escritura, matrícula ou contrato);
  • Declaração da Gestão do PESM – Núcleo Cunha;
  • CAF (Cadastro da Agricultura Familiar), quando aplicável.
  • A iniciativa reforça o posicionamento de São Paulo na liderança da economia verde, provando que o suporte financeiro é a ferramenta mais eficaz para manter a floresta em pé e o produtor rural próspero.

    Por: Redação

    Artigos Relacionados: