• Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Prática em pista encerra Curso de Julgamento na Nacional Hereford e Braford

Atividades abordaram avaliação funcional, conformação e leitura dos animais durante etapa prática do curso.

A etapa final do 22º Curso de Julgamento das Raças Hereford e Braford Dr. Jacob Momm Filho foi realizada na tarde desta terça-feira (21), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), durante a programação da Nacional Hereford e Braford. As atividades práticas marcaram o encerramento da capacitação, com foco na avaliação funcional e na preparação de animais em pista.

A programação incluiu exercícios de leitura do animal em julgamento, avaliação de conformação e técnicas de preparação e apresentação. A dinâmica de avaliação morfológica e funcional foi conduzida pelos inspetores técnicos Miguel Ferreira e Luiz Rafael Lagreca.

Ferreira explicou que a proposta foi transformar o conteúdo teórico em critérios aplicáveis no campo. “A gente teve um curso de alto nível, com ótimas palestras, mas buscou dar parâmetros para esses jovens que estão iniciando na pecuária, para saber identificar um gado bom e um gado ruim. Muitos não vão trabalhar com genética, mas vão produzir terneiros, novilhos, carne, e precisam ter esse embasamento para decidir o que fica no rebanho e o que gera prejuízo”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo foi preparar os participantes para reconhecer padrões produtivos em diferentes situações. “A ideia é que eles saiam daqui e consigam olhar um animal em um leilão, em uma propriedade ou em uma exposição e identificar biotipo e conformação, com base no que foi trabalhado no curso”, destacou.

Ao detalhar os critérios técnicos, Ferreira ressaltou a importância da estrutura e da funcionalidade dos animais. “A gente busca conformação, correção de estrutura, musculatura, padrão racial e, principalmente, funcionalidade. A fêmea precisa emprenhar cedo, criar bem e desmamar pesado. O macho precisa ter característica forte e imprimir genética no rebanho”, explicou.

Ele também reforçou que o sistema produtivo deve estar alinhado à eficiência no campo. “O animal precisa transformar pasto, muitas vezes de qualidade limitada, em produção de carne. Esse é o objetivo final”, completou.

Antes das atividades práticas, o curso promoveu uma discussão baseada em casos reais, abordando decisões genéticas, construção de plantéis, coerência entre campo e pista e o papel das exposições na valorização técnica e comercial dos animais. Participaram Jacques Leston, da Agropecuária Dom Victor; Leno Oliveira, da Fazenda Irapuã; Diego Kasali, da Assessoria Genética; e Fernando Alfonso, da Las Anitas, do Uruguai, com mediação do presidente da ABHB, Eduardo Soares.

Por: Redação

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