Apesar de políticos mineiros terem ocupado os cargos mais importantes do país na gestão das estradas nos últimos 60 anos, poucas melhorias nas vias federais que cortam o estado saíram do papel. O estado que possuí a maior malha rodoviária do país continua sendo palco de graves acidentes e contabilizando mortes em suas estradas.
O caso mais recente de tragédia em uma rodovia administrada pelo governo federal foi a morte de oito pessoas carbonizadas na madrugada do último domingo (24) em um acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-251, altura da cidade de Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, onde o trecho é de pista simples, não duplicada.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, somente no ano passado, 36 pessoas morreram e 167 ficaram feridas em 89 acidentes na BR-251. Somente nos primeiros 5 meses deste ano, já são 25 óbitos, cerca de 70% do total de 2025.
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Outra situação crítica e histórica é da BR-381, que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, conhecida como rodovia da morte. Depois de décadas com centenas de acidentes e óbitos, somente em abril começaram as obras de duplicação entre Sabará e Caeté. A rodovia foi privatizada até Valadares, mas a duplicação do traçado na saída de Belo Horizonte para Vitória ficou sob responsabilidade do governo federal.
Minas Gerais não conseguiu avançar nas últimas décadas na qualidade das estradas federais, mesmo tendo desde 1967 dois ministros dos Transportes, seis diretores-gerais do antigo DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) e do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Nos últimos 60 anos, durante quase duas décadas, os mineiros ocuparam o cargo máximo do DNIT e do DNER.
De lá pra cá, as estradas mineiras mataram centenas de pessoas, mesmo tendo sete representantes do Estado dando as cartas na autorização de obras e liberação de recursos do governo federal para melhorias nas estradas.





