O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (26) que o texto da proposta que prevê o fim da escala 6x1 ainda poderá sofrer alterações antes da votação na comissão especial da Casa. Apesar disso, Motta elogiou o parecer apresentado pelo relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e afirmou que a medida pode representar “uma das maiores entregas” já feitas pela Câmara ao país.
“Olha, o texto pode ser mudado e alterado até o último momento antes da votação. Então eu penso que a proposta apresentada ontem deve ser debatida e discutida até o momento que de fato a Comissão Especial irá aprovar o texto”, declarou o presidente da Câmara.
A proposta reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Pelo parecer apresentado por Leo Prates, a carga horária cairia inicialmente para 42 horas, 60 dias após a promulgação da PEC. Depois de 14 meses, passaria para 40 horas semanais.
Nos bastidores, setores empresariais ainda articulam mudanças no texto, principalmente para ampliar o período de transição das novas regras. A avaliação de parlamentares do centrão, porém, é de que há pouco espaço político para endurecer o prazo após o apoio público dado por Hugo Motta e pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à proposta.
Na mesma declaração, Motta afirmou ter “muita confiança” no trabalho do relator e classificou o texto como “uma proposta bastante sensível ao apelo da sociedade”.
“Será, na minha avaliação, uma grande entrega, talvez uma das maiores entregas que a Câmara dos Deputados já fez em toda a sua história ao povo brasileiro”, afirmou.
A discussão na comissão especial foi interrompida nesta segunda-feira (25) após um pedido de vista apresentado pelo deputado Mauricio Marcon (PL-RS). Com isso, a votação do parecer foi adiada para quarta-feira (27).





