• Terça-feira, 23 de julho de 2024

Milho dá lugar ao sorgo na Bahia e cultivo deve crescer 12% na safra 2023/2024

Na safra agrícola 2023/2024, dados da circular n° 05 da AIBA indicam que o sorgo emerge como uma opção crescentemente atrativa para os agricultores.

Na safra agrícola 2023/2024, dados da circular n° 05 da AIBA indicam que o sorgo emerge como uma opção crescentemente atrativa para os agricultores. Um crescimento de 190 mil hectares, representando um aumento significativo de 12% em relação à safra anterior, destaca-se como um indicador marcante na substituição do milho pelo sorgo. Essa mudança é impulsionada pelas características vantajosas do grão e representa uma tendência relevante no cenário agrícola atual. A produção desta cultura no Brasil está concentrada em sua maior parte na região Centro-Oeste. No entanto, estados como a Bahia e Rio Grande do Sul têm destaque no manejo do sorgo. No contexto regional, é importante destacar que, na Bahia, o plantio do sorgo está programado para fevereiro de 2024, sucedendo a semeadura da soja. Essa estratégia de sucessão de culturas evidencia a adaptabilidade do sorgo ao calendário agrícola, consolidando-se como uma opção viável para os agricultores baianos. A previsão é que essa transição beneficie aqueles que plantam, fornecendo uma colheita eficiente e contribuindo para a diversificação e sustentabilidade das práticas agrícolas na região, explica Alan Malinski, Diretor Executivo da AIBA. O aumento na área plantada de sorgo, em detrimento do milho, pode ser atribuído a uma série de fatores. O grão demonstra ser uma escolha mais resistente à escassez hídrica, oferecendo uma alternativa potencial em regiões onde a disponibilidade de água é uma preocupação constante. Além disso, o sorgo apresenta um menor custo de produção, tornando-se uma opção econômica e eficiente para os agricultores. Vantagens sustentáveis O sorgo, além de sua resistência à seca, proporciona um melhor aproveitamento do solo, contribuindo para a formação de palhada essencial para o plantio direto na safra seguinte. Com uma produção que gera uma quantidade significativa de grãos ideal para a alimentação animal, os produtores também encontram uma fonte adicional de renda por meio da comercialização do sorgo durante a entressafra. Perspectivas para o futuro Com uma crescente acessibilidade e adoção do sorgo pelos produtores, aliada às suas características resilientes, espera-se que essa tendência de substituição do milho perdure, consolidando o sorgo como uma cultura agrícola estratégica e sustentável no panorama nacional. A produtividade desta cultura permanece estável, mantendo-se em 60 sacas por hectare, tanto na safra 2022/2023, quanto na atual 2023/2024, os produtores pretendem obter uma quantidade consistente de grãos por unidade de área cultivada. Fonte: Seagri BA ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google NotíciasNão é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

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