• Quinta-feira, 2 de abril de 2026

Lula rebate Trump, diz que Pix é do Brasil e não será alterado

Lula responde às recentes críticas do governo dos EUA, que apontam o sistema como barreira ao comércio internacional. Leia mais no Poder360.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 5ª feira (2.abr.2026), durante visita às obras de implantação do VLT de Salvador (BA), que o Pix é brasileiro e não será modificado por pressão externa. A fala vem depois de críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamento do Brasil em um relatório comercial.

“Ele (Donald Trump) disse que (o Pix) distorce o comércio internacional porque cria problema para a moeda dele. O que é importante a gente dizer pra quem quiser nos ouvir: o Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar”, disse o petista.

“O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix para que cada vez mais ele possa atender às necessidades de mulheres e homens desse país”, afirmou. Foi a 1ª vez que tocou no assunto publicamente. A fala foi pedido direto do ministro da Secom (Secretaria de Comunicação), Sidônio Palmeira, que puxou o presidente ao final do evento e pediu que ele comentasse sobre o tema.

O governo dos Estados Unidos incluiu o Pix no relatório anual do USTR (Escritório do Representante Comercial). O documento afirma que o Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix e que essa dinâmica pode reduzir o espaço de mercado para empresas estrangeiras de pagamentos, como Visa e Mastercard, ao dar tratamento preferencial à plataforma.

O texto também observa que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o Pix, o que, na avaliação americana, pode criar desvantagem competitiva para fornecedores externos de serviços de pagamento eletrônico.

A menção ao Pix no relatório comercial norte-americano intensifica um debate diplomático sobre política econômica e tecnologia financeira entre os 2 países.

Antes, a administração Trump impôs tarifas elevadas sobre produtos brasileiros, chegando a até 50% em itens como café, carne e aço, e abriu uma investigação sob a Seção 301 da lei comercial dos EUA para apurar supostas práticas discriminatórias do Brasil em setores como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico.

Por: Poder360

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