• Quinta-feira, 2 de abril de 2026

Indústria nacional avança 0,9% em fevereiro

É a 2ª taxa positiva consecutiva; crescimento foi registrado nas 4 grandes categorias econômicas.

A produção industrial registrou o 2º crescimento consecutivo, ao avançar 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro. Com isto, a indústria acumula expansão de 3% no período. Os dados são da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta 5ª feira (2.abr.2026) pelo IBGE.

Em relação a fevereiro do ano anterior, a indústria recuou 0,7%, depois de avançar 0,2% em janeiro, quando interrompeu 3 meses consecutivos de queda na produção: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%). 

A média móvel trimestral em fevereiro foi de 0,3%, o acumulado no ano foi de -0,2% e o acumulado em 12 meses foi de 0,3%. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

André Macedo, gerente da PIM, disse que a indústria recupera as perdas assinaladas nos últimos meses de 2025, com perfil disseminado de crescimento. 

“Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, declarou.

O crescimento da produção industrial foi registrado nas 4 grandes categorias econômicas e na maior parte (16) dos 25 ramos pesquisados. 

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%). 

“Nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automóveis e autopeças, na indústria automobilística, e derivados do petróleo e álcool etílico, na atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, afirmou André Macedo. 

A atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias acumula expansão de 14,1% nos 2 primeiros meses de 2026 e elimina o recuo de 9,5% verificado nos 2 últimos meses de 2025. Já a produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, marcando o 3º mês consecutivo de crescimento, registrou ganho de 9,9% neste período.

Entre as atividades que apresentaram recuo, a principal influência veio da produção de farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), que intensificou a magnitude de queda verificada no 1º mês do ano (-1,4%). 

“Na indústria farmacêutica, caracterizada pela maior volatilidade de seus resultados, observa-se o segundo mês consecutivo de queda, influenciado, em grande medida, pela elevada base de comparação, em função do avanço de 19,0% acumulado nos dois últimos meses de 2025”, disse o gerente da pesquisa. 

Os impactos negativos foram assinalados pelos setores de produtos químicos (-1,3%) e de metalurgia (-1,7%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 0,7% em fevereiro de 2026, com resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias econômicas, 20 dos 25 ramos, 60 dos 80 grupos e 62,1% dos 789 produtos pesquisados.

“Vale destacar que o resultado deste mês foi influenciado não só pelo efeito-calendário, já que fevereiro de 2026 teve 2 dias úteis a menos que igual mês do ano anterior, mas também por uma base de comparação mais elevada, visto que o setor industrial cresceu 1,2% em fevereiro de 2025”, disse Macedo.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,3%), produtos químicos (-6,4%) e máquinas e equipamentos (-11,0%). 

Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-15,1%), produtos de metal (-8,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,9%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-9,9%), outros equipamentos de transporte (-9,6%), metalurgia (-2,7%), produtos têxteis (-7,2%), móveis (-7,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,3%) e impressão e reprodução de gravações (-13,5%).

Este texto foi publicado originalmente pela Agência IBGE em 2 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

Por: Poder360

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