Mais de 20 países já aceitaram o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), para participar do Conselho da Paz, lançado na 5ª feira (22.jan.2026). O estatuto do grupo fala em impedir conflitos armados pelo planeta.
A lista dos que disseram “não” à iniciativa do republicano cresceu nesta 6ª feira (23.jan) com a recusa da Espanha em aderir ao conselho. Além disso, Trump retirou o convite feito ao Canadá, que ainda não havia respondido se participaria ou não.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez (Psoe, esquerda), justificou a recusa com base em seu compromisso com o multilateralismo e o sistema da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele disse ter dúvidas de que o organismo que Trump quer construir respeite “a ordem multilateral” e as normas das Nações Unidas.
Eis a lista dos países que não farão parte do Conselho da Paz:
A decisão de Trump de retirar o convite feito ao Canadá se deu depois do discurso feito na 3ª feira (20.jan) pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney (Partido Liberal, centro-esquerda) em Davos (Suíça).
O premiê disse que as “grandes potências”, como os EUA, estão usando a integração econômica como “arma” e que negociar bilateralmente com esses países coloca “potências médias”, como o Canadá, em desvantagem.
Já confirmaram que vão participar:

Leia mais:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado por Trump para integrar o Conselho da Paz. O governo brasileiro ainda avalia internamente o que responder. Também consultará outros países para falar a respeito do convite.
Lula conversou por telefone na madrugada de 5ª feira (22.jan) para 6ª feira (23.jan) com o presidente da China, Xi Jinping (Partido Comunista da China). Segundo a Xinhua, principal mídia estatal chinesa, o líder chinês sugeriu que China e Brasil recusem o convite para integrar o Conselho da Paz.
Eis alguns dos países que ainda não responderam:
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou na 5ª feira (22.jan) que o órgão tem “sérias dúvidas sobre alguns elementos” apresentados na carta de princípios do Conselho da Paz.
Depois de uma reunião informal dos integrantes do Conselho Europeu, Costa afirmou que as dúvidas concernem “ao escopo” do Conselho da Paz, “sua governança e compatibilidade com a Carta da ONU”.
Leia mais:
Trump anunciou a criação do Conselho de Paz em 15 de janeiro de 2026. Embora a medida seja parte de um plano para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza, o norte-americano já sinalizou que o órgão não será temporário. Afirmou em 20 de janeiro de 2026 que o grupo poderia assumir o papel que hoje pertence à ONU (Organização das Nações Unidas).
O emblema do Conselho da Paz foi comparado ao da ONU:
Trump é a única autoridade com poder de veto no Conselho da Paz.
Há apenas duas menções a “veto” no documento de criação do órgão:
Não há um prazo para o republicano deixar o comando do conselho.
O mandato de Trump é praticamente vitalício. O presidente do Conselho da Paz pode indicar um sucessor e só deixa o cargo se decidir renunciar voluntariamente ou em caso de incapacidade –nesse cenário, a votação do Conselho Executivo precisa ser unânime, ou seja, todos os integrantes precisam votar a favor de remover o republicano.
Autoridades de 18 países estavam com Trump no lançamento do conselho.
Eis os nomes:





