• Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Trump diz ter enviado “grande força” militar rumo ao Irã

Presidente dos EUA diz que há “muitos navios” e “grande flotilha” a caminho da região do Golfo: “veremos o que acontece”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 5ª feira (22.jan.2026) que uma força naval norte-americana está se dirigindo para a região do Golfo, tendo o Irã como foco principal.

A declaração foi feita enquanto Trump retornava do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Segundo autoridades norte-americanas, mencionadas pela Al Jazeera, um grupo de porta-aviões e outros recursos militares chegarão ao Oriente Médio nos próximos dias.

Durante conversa com repórteres a bordo do Air Force One, Trump descreveu o deslocamento militar como uma “armada” naval direcionada à região do Golfo.

“Estamos observando o Irã. Temos uma grande força indo em direção ao Irã. Eu preferiria não ver nada acontecer, mas estamos observando-os muito de perto. E talvez não tenhamos que usá-la… temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução, temos uma grande flotilha indo naquela direção, e veremos o que acontece”, declarou o presidente.

A movimentação acontece após o presidente norte-americano recuar, na semana passada, das ameaças de ação militar contra Teerã, afirmando ter recebido garantias de que o governo iraniano não executaria manifestantes detidos durante os protestos.

Relatos da imprensa norte-americana indicam que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque receberam ordens para desviar de manobras no Mar da China Meridional para o Oriente Médio.

A última grande mobilização militar ordenada por Washington no Oriente Médio foi realizada em junho de 2025, quando os EUA se juntaram à guerra de 12 dias de Israel contra o Irã. Na ocasião, as forças norte-americanas atacaram o programa nuclear iraniano.

De acordo com a imprensa estatal iraniana, os protestos contra o governo, iniciados em 28 de dezembro, resultaram em 3.117 mortes, incluindo 2.427 civis e integrantes das forças de segurança. Uma fonte afirmou à agência Reuters, em condição de anonimato, que os mortos chegaram a 5.000.

Em entrevista à CNBC, na 4ª feira (21.jan), Trump afirmou que suas declarações e ameaças ao Irã impediram que as autoridades do país persa executassem mais de 800 manifestantes por enforcamento.

O presidente norte-americano também fez referência aos ataques de junho de 2025 às instalações nucleares iranianas. “Eles não podem usar energia nuclear. Se o fizerem, vai acontecer de novo”, declarou Trump.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, escreveu no jornal Wall Street Journal na 3ª feira (20.jan): “Nossas poderosas Forças Armadas não têm escrúpulos em revidar com tudo o que possui se sofrermos um novo ataque.”

Araghchi acrescentou que seu aviso não era uma ameaça, “mas uma realidade que sinto que preciso transmitir explicitamente, porque como diplomata e veterano, abomino a guerra”.

O ministro iraniano também alertou: “Um confronto total certamente será feroz e se arrastará por muito, muito mais tempo do que os cronogramas fantasiosos que Israel e seus representantes estão tentando vender para a Casa Branca. Certamente envolverá toda a região e terá um impacto sobre pessoas comuns em todo o mundo”.

Por: Poder360

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