Entenda
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil no início de junho e passou quase dois meses foragida. No final de julho, a ex-deputada foi detida na Itália em uma operação conjunta com a Polícia Federal brasileira, com base no alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional. Por ter dupla cidadania, a condenada tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes. Carla Zambelli, então, foi encaminhada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. A defesa de Zambelli chegou a solicitar a transferência para prisão domiciliar ou liberdade condicional alegando problemas de saúde e falta de assistência médica adequada na unidade, mas os pedidos foram negados pela Corte de Apelação. Em um segundo julgamento no Brasil, em julho do ano passado, o STF condenou novamente a ex-parlamentar, desta vez por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo ao perseguir nas ruas de São Paulo o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A pena estipulada nesta condenação foi de cinco anos e três meses de prisão Em fevereiro deste ano, a defesa tentou trocar os juízes do caso em Roma alegando parcialidade nas audiências, mas o pedido também foi negado.Defesa
O advogado de Carla Zambelli, Fábio Pagnozzi, disse que recorreu desta decisão e se for julgado procedente, o processo poderá ser reiniciado. “Caso seja aceito, começa-se do zero, tirando os vícios de omissões, praticamente não sobra nada para discutir, Carla ficará livre”, prevê a defesa. Caso o recurso anterior seja rejeitado, o advogado confirmou que irá recorrer na Corte Constitucional Superior italiana da decisão sobre a extradição da Corte de Apelação, no prazo de até 15 dias. Esse prazo também será concedido ao Ministério Público, que atua em colaboração com a Advocacia-Geral da União no Brasil. A expectativa de Fábio Pagnozzi, é que esse processo se estenda por um período considerável. Por fim, o advogado destaca que a decisão final sobre a extradição cabe à alta cúpula do Poder Executivo da Itália, a premier Georgia Meloni, e o ministro da Justiça do país, Carlo Nordio. “Eles darão o parecer final. Se não se pronunciarem, Carla está livre. Se quiserem a extradição, Carla será extraditada. Porém, eles não são obrigados a acatar a decisão do Judiciário”, disse. Saiba mais sobre a decisão da Justiça italiana no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil * Texto alterado às 17h24 para incluir a manifestação da defesa de Zambelli. * Colaborou Bruna Saniele, da TV Brasil Relacionadas
Deputada Carla Zambelli, condenada pelo STF, deixa o Brasil
Deputada Carla Zambelli é presa na Itália





