A primeira-dama Janja Lula da Silva fez uma postagem nas redes sociais em que cita a obra “América Invertida”, do artista uruguaio Joaquín Torres-García. A publicação foi feita nesta 5ª feira (8.jan.2025), dia em que se completam 3 anos dos atos do 8 de Janeiro, em que extremistas invadiram e depredaram à sede dos Três Poderes, em Brasília.
A manifestação artística apresenta um mapa da América do Sul de cabeça para baixo como um gesto simbólico de contestação ao eurocentrismo e às hierarquias geopolíticas tradicionais.
Na legenda do post, Janja afirmou que “soberania começa pelo olhar que lançamos sobre nós mesmos”. Em outro trecho completa: “Neste oito de janeiro, três anos da tentativa de golpe sofrida pelo governo do presidente Lula, celebramos nossa democracia e reafirmamos nossa soberania e a importância de reconhecer nossa história, nosso território, nossa cultura e o poder do nosso povo de decidir o próprio futuro“.

A postagem foi feita em um momento de incerteza no cenário geopolítico mundial. No sábado, os EUA realizaram uma operação militar contra a Venezuela e prenderam o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores. Além disso, o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), tem sugerido ataques a outros territórios da América do Sul, como:
O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), declarou na 4ª feira (7.jan.2026) que os Estados Unidos irão se retirar de 31 instituições da ONU e de 35 outras organizações. A decisão foi publicada na página oficial da Casa Branca.
De acordo com o governo norte-americano, a decisão foi tomada porque essas organizações “operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA” e, segundo Washington, promovem políticas que prejudicam a soberania, a economia e a segurança do país. O memorando presidencial ordena que todos os departamentos e agências do governo cessem a participação e o financiamento dessas organizações.
“O presidente Trump tem lutado consistentemente para proteger a soberania dos EUA e garantir que os compromissos internacionais sirvam aos interesses norte-americanos”, diz o comunicado.





