O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance (Partido Republicano), pediu que a população pare de atacar agentes da lei durante uma entrevista a jornalistas nesta 5ª feira (8.jan.2026). Ele falava sobre os protestos e a cobertura midiática em torno do caso de um agente do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) que matou uma mulher em Minneapolis na 4ª feira (7.jan).
“Ataquem a mim ou ao presidente [Donald Trump], mas não ataquem nossos agentes da lei, porque eles estavam fazendo seu trabalho”, declarou. Segundo Vance, “Minnesota está influenciando pessoas a cometerem violência contra agentes do ICE”. Ele também afirmou ter “pena” da mulher, por ela ter sido motivada por uma “agenda ideológica da esquerda”.
O vice-presidente defendeu que o policial agiu corretamente, uma vez que tinha “todos os motivos para pensar que ela representava uma ameaça de vida ou de lesão corporal”. Para ele, a mulher “acelerou contra o policial e o atropelou”, o que pode ser interpretado como ameaça de morte.
J.D. Vance também criticou a cobertura jornalística por declarações que, segundo ele, sugeririam que a vítima participava de protestos legítimos contra o ICE. Afirmou que a mulher foi motivada por influências ideológicas e vítima de uma “lavagem cerebral”, referindo-se à forma como grupos políticos estariam incentivando hostilidade contra agentes federais.
Ao ser perguntado se, caso a mulher fizesse parte de protestos vistos como ilegítimos pelo governo Trump contra o ICE, isso justificaria ela ser baleada, J.D. Vance disse que os jornalistas estariam atuando como “agentes de propaganda de minorias radicais” que dificultam a aplicação das leis norte-americanas.
Afirmou que “acobertar ativamente pessoas que cometem atos de violência contra agentes da lei federal é absurdo” e ressaltou que essa atitude “não ajuda a resolver o problema”. Vance também declarou que a cobertura dos eventos foi “um dos maiores escândalos da mídia”.
Além das críticas à mídia e aos protestos, J.D. Vance anunciou a criação de uma força-tarefa interestadual contra fraudes, motivada pelo chamado “escândalo de Minnesota”. A iniciativa visa a reforçar a aplicação da lei, responsabilizar atos ilegais e lidar com a polarização política em torno da atuação do ICE e da segurança de agentes federais.





