• Sábado, 9 de maio de 2026

IBGE: 10% mais ricos concentram mais de 40% dos rendimentos mensais do país

Rendimento médio mensal per capita dos 10% mais ricos do Brasil subiu 8,7% no ano passado

O rendimento médio mensal per capita dos 10% mais ricos do Brasil subiu 8,7% no ano passado e chegou a R$ 9,117, o maior da série histórica iniciada em 2012. A título de comparação, o rendimento per capita total foi de R$ 2.264 por mês, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (8).

Os dados ainda revelam que os 10% mais ricos acumulam mais de 40% de todos os rendimentos mensais do país. Em 2025, esse estrato da sociedade brasileira teve uma massa de rendimento de R$ 193,8 bilhões por mês, enquanto a massa total foi de R$ 481,3 bilhões, também os maiores valores da série histórica.

Por outro lado, os 10% mais pobres do país tiveram um rendimento per capita de R$ 268 por mês, um crescimento de apenas R$ 8 em relação a PNAD de 2024, mas ainda um recorde para a série histórica. Nesse caso, a massa de rendimento mensal per capita foi de R$ 5,7 bilhões em 2025, apenas 1,1% do total.

A diferença de renda é ainda maior entre os extremos da pesquisa. Na faixa dos 5% mais pobres, o rendimento médio mensal é de R$ 166 em 2025, com uma massa acumulada de R$ 1,7 bilhões (0,3% do total). Já entre os 1% mais ricos, o rendimento mensal foi de R$ 24,9 mil, enquanto a massa acumulada foi de R$ 53,1 bilhões (11% do total).

Com o aumento no rendimento de todas as faixas, os indicadores de desigualdade mostraram estabilidade em 2025. O índice de Gini do rendimento do trabalho foi estimado em 0,491, valor próximo ao de 2024 (0,487) e abaixo dos patamares observados nos dois anos que precederam a pandemia, quando tal indicador atingiu o máximo da série (0,506).

Já o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita apresentou leve variação, passando de 0,504, em 2024, para 0,511 no último ano, mas permaneceu inferior ao nível registrado em 2019 (0,543) e em todo o período que precedeu a pandemia.

“A análise da distribuição de renda indica que, embora a desigualdade tenha recuado em relação aos anos anteriores à pandemia, ela segue elevada. Considerando o rendimento domiciliar per capita, em 2025, os 10% da população com os maiores rendimentos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40%”, disse o IBGE.

Por: ITATIAIA

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