• Domingo, 1 de março de 2026

Guarda Revolucionária do Irã promete "ofensiva feroz" contra os EUA

Ataques terão como foco bases norte-americanas no Oriente Médio e cidades de Israel, como Tel Aviv.

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica, na sigla em inglês) publicou uma mensagem no sábado (28.fev.2026) em que promete “a mais feroz operação ofensiva da história das Forças Armadas iranianas” contra os Estados Unidos e Israel. O comunicado foi divulgado depois da confirmação da morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Khamenei morreu em decorrência dos bombardeios da aliança EUA-Israel iniciados na manhã de sábado. O líder supremo e integrantes de sua família morreram nas primeiras horas do dia. Imediatamente, depois dos ataques norte-americanos e israelenses, o Irã retaliou com o lançamento de mísseis contra Israel e bases dos EUA no Oriente Médio.

No comunicado, a IRGC classifica a bases norte-americanas como terroristas. No início da madrugada de domingo no Brasil e manhã em Israel, mísseis sobre Tel Aviv foram abatidos pelo sistema de defesa israelense.

A IRGC é o braço das Forças Armadas do Irã submetido diretamente ao líder supremo do país. O grupo é listado pela UE (União Europeia) como uma organização terrorista desde janeiro deste ano por causa de sua atuação nos protestos que aconteceram no país persa em dezembro e janeiro.

Além de Khamenei, agências de noticias do Irã também confirmaram a morte do comandante da IRGC, Major General Pakpour. A IRGC informou que essa operação militar definitiva contra os EUA e Israel começará “em instantes”.

O aiatolá, de 86 anos, ocupava desde 1989 o posto de líder supremo do Irã. Ele foi chefe de Estado, comandante-em-chefe das Forças Armadas e tinha a palavra final sobre decisões estratégicas do país. O líder supremo é a autoridade máxima do sistema político iraniano. Concentra autoridade religiosa e política.

Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, Khamenei participou ativamente da Revolução Islâmica de 1979. Tornou-se aliado próximo do aiatolá Ruhollah Khomeini. Depois da morte de Khomeini, foi escolhido pela Assembleia dos Peritos para assumir o posto máximo da República Islâmica. Inicialmente não possuía o grau religioso exigido pela Constituição, que foi posteriormente alterada.

Ao longo de mais de 3 décadas no poder, consolidou controle sobre as instituições iranianas. Fortaleceu a Guarda Revolucionária e adotou uma política externa marcada pelo apoio a grupos armados. Seu governo enfrentou sucessivas ondas de protestos internos, reprimidas com rigor. Manteve postura hostil em relação a Israel e aos Estados Unidos.

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Por: Poder360

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