O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2026 apresentado nesta 6ª feira (29.ago.2025) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento projeta um superavit primário de R$ 34,3 bilhões, o que corresponde a 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto). O número é exatamente a meta fixada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Apesar da previsão positiva, os cálculos mostram que o governo central deve registrar deficit de R$ 23,3 bilhões em 2026 (0,17% do PIB) antes de ajustes contábeis.
A diferença será compensada com despesas não computadas no resultado –como determinações do STF sobre precatórios– no valor de R$ 57,8 bilhões, o que permite alcançar a meta estabelecida.
Em relação ao cenário do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) houve piora: o deficit primário projetado inicialmente era de R$ 16,9 bilhões, passando agora a R$ 23,3 bilhões.
Mesmo assim, o governo manteve a meta de superávit em R$ 34,3 bilhões.
O Ploa 2026 também estabelece limite de R$ 2,428 trilhões para as despesas primárias, valor 7,4% maior do que o estimado no 3º bimestre de 2025. O piso constitucional da saúde será de R$ 245,5 bilhões e o da educação, de R$ 133,7 bilhões.
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