• Sexta-feira, 22 de maio de 2026

Gigante dos EUA fecha operações no Brasil, vende ativos e faz demissões em massa

Empresa de fertilizantes vai encerrar dois complexos em Minas Gerais; sindicato prevê mais de 1,2 mil demissões

A Mosaic Company, líder global na produção de fertilizantes de fosfato e potássio, vai paralisar o Complexo Mineroquímico de Araxá e o Complexo de Patrocínio, ambos em Minas Gerais. As ações visam uma redução de custos e vão gerar demissões nas duas unidades.

Além disso, a Mosaic pretende realizar a venda dos ativos de Araxá. A empresa prevê que a paralisação das unidades reduza a produção anual de fosfato da Mosaic Fertilizantes em aproximadamente 1 milhão de toneladas.

A decisão da empresa gera preocupação no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Extração Mineral, Químicas e de Fertilizantes de Araxá e Região (Sima), que prevê mais de 1,2 mil demissões. Os desligamentos de funcionários começaram em abril.

A expectativa é de que as demissões ocorram de forma gradual até a paralisação completa das operações e que a desmobilização total acontecerá após o término do estoque de materiais, o que deve ocorrer até o mês de julho, segundo informação da empresa.

O Sima firmou um acordo com validade de 60 dias, que prevê o pagamento de uma gratificação equivalente a três salários aos trabalhadores demitidos, além das verbas rescisórias previstas em lei. Outro ponto acordado garante a manutenção do plano de saúde por um período de seis meses após o desligamento.

Segundo a Mosaic, caso seja realizada a venda dos ativos, espera-se que os gastos de capital anuais e as despesas operacionais diminuam em aproximadamente US$ 20 a US$ 30 milhões e US$ 70 a US$ 80 milhões. A empresa prevê registrar um impacto contábil bruto de US$ 350 a US$ 400 milhões no balanço do primeiro trimestre de 2026.

Desses valores, US$ 275 a US$ 300 milhões referem-se à perda por desvalorização de ativos destinados à venda e a outras baixas contábeis. O restante está relacionado a verbas rescisórias, despesas contratuais e outros custos de desmobilização, tudo isso sujeito a revisões contábeis finais. 

Por: NSC Total

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