Bezerro supera R$ 400/@ e oferta restrita pressiona reposição; última chance de compra?Segundo as investigações, os criminosos utilizavam informações pessoais de pecuaristas gaúchos, como nome e CPF, para dar lances em leilões virtuais. Após o arremate, exigiam que os animais fossem entregues rapidamente, insistindo na liberação do transporte sem que o pagamento tivesse sido confirmado. A estratégia explorava a confiança entre produtores e leiloeiros, buscando aproveitar falhas nos sistemas de conferência. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Em um dos casos, um pecuarista de Marques de Souza teve seus dados usados para arrematar 12 cabeças de gado em Canguçu, em 6 de março de 2025. As Guias de Trânsito Animal (GTAs) chegaram a ser emitidas, mas foram canceladas quando os organizadores desconfiaram da insistência dos falsários pela entrega antecipada. O mesmo produtor ainda teve seus dados usados em outro episódio, quando criminosos tentaram adquirir 84 bovinos em fevereiro de 2025. Já em Alecrim, outro pecuarista foi alvo do golpe: 30 cabeças de gado, avaliadas em R$ 83,5 mil, foram entregues a um falso comprador que usava um telefone com DDD 54. A carga acabou sendo levada até Soledade. Ação policial e investigações Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Passo Fundo, Nicolau Vergueiro e Ibirapuitã, resultando na coleta de provas relevantes e na identificação de dois suspeitos diretamente ligados ao esquema. O inquérito segue em andamento e os envolvidos podem responder por uma série de crimes, entre eles:
Fraude em leilões: criminosos usam dados de pecuaristas em golpe do ‘Lance Falso’
Operação da Lance Falso da Polícia Civil desarticula esquema de estelionato que mirava pecuaristas gaúchos e usava dados de produtores para arrematar animais em plataformas virtuais
Operação da Lance Falso da Polícia Civil desarticula esquema de estelionato que mirava pecuaristas gaúchos e usava dados de produtores para arrematar animais em plataformas virtuais A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira (27) a Operação Lance Falso, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes em leilões virtuais de gado. O esquema envolvia o uso indevido de dados de pecuaristas para se cadastrar em plataformas online, arrematar lotes de animais e tentar liberar o transporte antes da confirmação do pagamento. O trabalho foi conduzido pela 3ª Delegacia de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Camaquã, com apoio da Delegacia de Polícia de Passo Fundo. Confira todas as informações sobre o esquema e a operação realizada pela polícia. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Falsidade ideológica Falsidade de documento particular Estelionato Furto mediante fraude Associação criminosa Se somadas, as penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.
Importância da operação Lance Falso Para o delegado Heleno dos Santos, a ação representa um marco no combate a fraudes que se modernizam com o avanço da tecnologia:
“Proteger os leilões online é fundamental para garantir a segurança e a confiança no agronegócio gaúcho, um dos pilares da economia do Estado. A fiscalização e a rápida resposta das autoridades são cruciais para desarticular grupos criminosos e coibir esse tipo de crime”. Impactos para o setor O caso evidencia os riscos que o avanço das negociações virtuais pode trazer para o agronegócio brasileiro, especialmente em um segmento de alta movimentação financeira como os leilões de gado. A confiança entre vendedores, compradores e leiloeiros, pilar da atividade, acaba sendo abalada diante de fraudes sofisticadas que se aproveitam da rapidez do ambiente digital. Autoridades reforçam que a atenção redobrada, a checagem de dados e a confirmação de pagamentos são medidas essenciais para proteger tanto os produtores quanto as empresas de leilões.
Por: Redação