• Quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Raiva: após morte de bovinos, GO intensifica controle de morcegos

As equipes identificam abrigos, fazem a captura e promovem orientação sanitária nas propriedades de foco e perifoco da doença.

As equipes identificam abrigos, fazem a captura e promovem orientação sanitária nas propriedades de foco e perifoco da doença. Após a confirmação das mortes de dois bovinos por raiva em Goiás neste ano, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou a captura e o controle de morcegos hematófagos para prevenir e conter a doença. Os animais se alimentam de sangue e costumam atacar mamíferos, como gado e equinos.  As equipes identificam abrigos, fazem a captura e promovem orientação sanitária nas propriedades de foco e perifoco da doença. Uma das últimas ações ocorreu nos municípios de Jataí, Cachoeira Alta e Itajá, no Sudoeste goiano. No início do mês, outra frente foi realizada em Água Fria de Goiás. Segundo a Agrodefesa, mais de 20 abrigos de morcegos hematófagos estão cadastrados na região Sudoeste e tem sido monitoradas.
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    Durante as operações, fiscais estaduais agropecuários fazem a captura dos animais e aplicam a pasta vampiricida, à base de substância anticoagulante, que provoca a morte dos morcegos. O método é recomendado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e, conforme a Agrodefesa, segue normas ambientais.  window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});“É necessário ressaltar que isso é feito para poder realizar o controle populacional, evitando, assim, a exposição de rebanhos e da população ao vírus da raiva mediante a transmissão pelos morcegos hematófagos. O controle é uma das principais estratégias para evitar a disseminação da doença em Goiás”, explicou o fiscal estadual agropecuário, Fábio Leal, em nota. Os locais de captura são definidos a partir de notificações de espoliação e de fiscalizações. Abrigos com presença de morcegos hematófagos são cadastrados e monitorados periodicamente para verificar a evolução das colônias e a possível circulação do vírus.  As atividades integram o Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH). “A cada inspeção que realizamos é feito ainda o trabalho de reforço com os produtores em relação à importância de reconhecer os sinais clínicos da raiva e notificar imediatamente qualquer suspeita da doença ou localização de abrigos”, acrescentou Fábio. O coordenador da Unidade Regional Alto Araguaia, Sávio Carrijo, destaca o caráter preventivo das ações. “A raiva dos herbívoros não tem cura. Quando o produtor comunica a presença de abrigos e notifica sobre possíveis sinais clínicos no rebanho, está colaborando diretamente para preservar a pecuária local e proteger a população”, ressaltou. A raiva dos herbívoros é doença viral transmitida principalmente por mordidas. Em bovinos e outros herbívoros, os sinais mais comuns incluem dificuldade de locomoção e paralisia, salivação excessiva e mudança de comportamento.  Em Goiás, casos suspeitos devem ser notificados à unidade da Agrodefesa mais próxima ou pelo telefone 0800 646 1122. Fonte: Estadão VEJA TAMBÉM:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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