• Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

França suspenderá importação de frutas da América do Sul por uso de agrotóxicos

França suspende importação de produtos agrícolas da América do Sul com defensivos proibidos na UE, em meio a protestos contra acordo Mercosul.

Decisão anunciada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, prevê fiscalização reforçada e ocorre em meio a protestos de agricultores franceses contra acordo entre a União Europeia e o Mercosul A França vai suspender a importação de produtos agrícolas provenientes da América do Sul que contenham resíduos de substâncias proibidas na União Europeia. O anúncio foi feito neste domingo (4) pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, em mensagem publicada na rede social X. Segundo Lecornu, uma portaria será publicada nos próximos dias, por iniciativa da ministra da Agricultura, Annie Genevard, para barrar a entrada de produtos que apresentem resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim — defensivos agrícolas cujo uso é vetado pelas normas sanitárias europeias.
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    Entre os itens afetados estão abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs provenientes da América do Sul ou de qualquer outra região. De acordo com o primeiro-ministro, a fiscalização será reforçada por uma brigada especializada, com o objetivo de assegurar o cumprimento rigoroso da legislação sanitária francesa. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Pressão dos agricultores Lecornu classificou a decisão como “a primeira etapa” para proteger as cadeias produtivas nacionais e os consumidores franceses, além de combater a concorrência desleal. Segundo ele, a medida busca garantir justiça e equidade para os agricultores locais, que seguem regras mais rígidas de produção. O anúncio ocorre em meio a bloqueios e protestos organizados por agricultores franceses desde dezembro, motivados tanto pela condução do governo no enfrentamento da dermatose nodular contagiosa (DNC) em rebanhos bovinos quanto pela oposição ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O tratado com o bloco sul-americano — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguaiainda não foi oficialmente assinado e enfrenta resistência em diversos países europeus. Segundo a agência Reuters, a Comissão Europeia chegou a discutir a inclusão de cláusulas de salvaguarda para produtos sensíveis, como a carne bovina, e a presidente do órgão, Ursula von der Leyen, informou em 18 de dezembro que a assinatura do acordo foi adiada para janeiro, diante da pressão política e social. Fonte: Agência O Globo VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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