Produção avança
As horas trabalhadas na produção cresceram pelo terceiro mês seguido, sinalizando aumento gradual do ritmo de atividade nas fábricas. • Alta de 1,4% em março; • Queda acumulada de 1,5% no trimestre frente a 2025. O indicador mede o tempo efetivamente dedicado à produção industrial. Quando sobe, costuma indicar aumento da atividade nas linhas de produção.Ociosidade persiste
A indústria também aumentou levemente o uso de sua capacidade produtiva, mas ainda opera abaixo do nível observado no ano passado. • Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,5% para 77,8%; • Alta de 0,3 ponto percentual entre fevereiro e março. O indicador mede quanto do parque industrial está efetivamente em uso. Segundo Marcelo Azevedo, o dado mostra que ainda existe espaço para elevar a produção sem necessidade de grandes investimentos. “Há maquinário e pessoal, mas a indústria vem produzindo menos do que pode por causa de uma demanda mais fraca”, afirmou.Emprego cai
O mercado de trabalho industrial segue pressionado, com redução nas contratações. • Emprego industrial caiu 0,3% em março; • Quinta queda em sete meses; • Recuo acumulado de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O resultado mostra que as empresas continuam cautelosas diante do cenário econômico mais fraco. Salários recuam Os salários pagos aos trabalhadores da indústria caíram em março, embora os indicadores ainda permaneçam acima dos níveis do ano passado. • Massa salarial caiu 2,4% em março; • Rendimento médio real recuou 1,8%; • Massa salarial acumula alta de 0,8% no trimestre; • Rendimento médio sobe 1,5% ante primeiro trimestre de 2025. A massa salarial representa o total pago pelas empresas aos trabalhadores do setor. O rendimento médio real considera os salários descontada a inflação. Relacionadas
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