• Sábado, 9 de maio de 2026

Habitação avança em áreas centrais das capitais brasileiras

Mudanças urbanísticas ampliam projetos em regiões consolidadas, com mais acesso a transporte, serviços e infraestrutura

As regiões centrais das grandes cidades brasileiras voltaram a ganhar protagonismo com a revisão de planos diretores e marcos urbanísticos. Essas mudanças têm permitido maior adensamento e viabilizado novos projetos habitacionais em áreas já estruturadas.

Segundo dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), esse movimento reflete uma mudança estrutural no padrão de ocupação urbana, especialmente em grandes capitais. Entre os fatores que impulsionam essa tendência estão:

As alterações nos planos diretores têm sido decisivas para viabilizar esse novo ciclo de crescimento nas áreas centrais. Na prática, as principais mudanças incluem:

Essas medidas permitem que projetos ganhem escala e se tornem economicamente viáveis em regiões antes pouco exploradas para esse tipo de moradia.

O avanço já é visível em cidades como São Paulo, onde o crescimento de empreendimentos voltados à habitação acessível em áreas centrais se intensificou nos últimos anos. De acordo com o Secovi-SP:

Os dados mostram uma reconfiguração relevante na dinâmica imobiliária da capital.

A MRV, maior construtora da América latina, tem direcionado sua atuação para acompanhar esse movimento de centralidade urbana. Atualmente, cerca de 60% das novas aquisições de terrenos estão em áreas consolidadas, incluindo regiões centrais de grandes capitais. Entre as cidades com projetos nesse perfil estão:

Especialistas do setor apontam que o avanço da habitação em áreas centrais pode contribuir para cidades mais eficientes e equilibradas. 

“Estamos diante de uma mudança estrutural na forma de produzir habitação no Brasil. A possibilidade de desenvolver projetos em áreas mais bem localizadas permite atender uma demanda historicamente reprimida e contribuir para cidades com menos deslocamento e mais qualidade de vida”, diz Rafael Albuquerque, Diretor Executivo de Desenvolvimento Imobiliário da MRV&CO.

Entre os principais benefícios desse modelo estão:

O avanço desse modelo indica uma tendência de reocupação de áreas centrais e de desenvolvimento urbano mais sustentável. Isso representa:

Como resume o executivo da MRV&CO, “esse movimento inaugura um novo modelo de desenvolvimento urbano, baseado no conceito de centralidade e readensamento. A proposta é trazer a população de volta para regiões já dotadas de infraestrutura, próximas ao transporte público, aos serviços e a polos de emprego”.

Por: ITATIAIA

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