
EUA vão retirar 14 mil cavalos selvagens com helicópteros e decisão provoca protestos
Operação bilionária para conter superpopulação de cavalos selvagens avança, mas levanta questionamentos sobre impactos e ética.
Operação bilionária para conter superpopulação de cavalos selvagens avança, mas levanta questionamentos sobre impactos e ética. Uma das maiores operações de manejo de fauna do mundo volta ao centro das atenções em 2026. O governo dos Estados Unidos, por meio do Bureau of Land Management (BLM), anunciou que mais de 14 mil cavalos selvagens serão recolhidos de áreas públicas no oeste do país ao longo do ano, em uma ação que já provoca forte reação de ativistas e organizações de defesa animal. A iniciativa, que será realizada entre março e outubro, tem como justificativa o crescimento acelerado da população de mustangs aliado à escassez de recursos naturais, agravada por secas prolongadas e aumento do risco de incêndios florestais. No entanto, o método utilizado — especialmente o uso de helicópteros para captura — é alvo de críticas intensas. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
De acordo com o BLM, responsável por administrar cerca de um quarto de bilhão de acres de terras públicas, a população de cavalos selvagens vem crescendo acima da capacidade de suporte ambiental dessas áreas. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Os rebanhos podem dobrar de tamanho a cada quatro ou cinco anos, o que, segundo a agência, tem gerado impactos diretos como: Degradação da vegetação nativa Compactação e erosão do solo Pressão sobre fontes de água Competição com outras espécies silvestres Além disso, o cenário climático agrava o problema. A combinação de seca prolongada e aumento de incêndios florestais reduz drasticamente a disponibilidade de alimento e água, colocando em risco não apenas os cavalos, mas todo o equilíbrio ecológico dessas regiões. ![]()
Cavalos selvagens Nas montanhas Onaqui, em Utah. Foto: National Geographic O plano federal abrange uma ampla área do oeste americano. Entre os estados incluídos no cronograma estão: Colorado Nevada Califórnia Arizona Oregon Idaho Montana Novo México Utah Wyoming No estado do Colorado, por exemplo, estão previstas três operações distintas. Duas delas utilizarão helicópteros para conduzir os animais até currais, método considerado mais eficiente para áreas remotas e de difícil acesso. Uma das maiores ações programadas ocorrerá na região de Piceance-East Douglas, onde cerca de 911 cavalos deverão ser capturados em uma área de aproximadamente 200 mil acres.
O uso de helicópteros é o ponto mais controverso da operação. Segundo o BLM, essa técnica é necessária para alcançar rebanhos em regiões isoladas. No entanto, ativistas denunciam riscos significativos. Críticos afirmam que os cavalos são perseguidos por quilômetros em terrenos acidentados, o que pode resultar em: Ferimentos graves Exaustão extrema Mortes durante a captura Organizações como a American Wild Horse Conservation têm pressionado o governo por alternativas mais humanas. 
Foto: Rich Pedroncelli/AP A repercussão do plano já mobiliza protestos. Em Las Vegas, manifestantes se reuniram em frente a um escritório do BLM pedindo o fim das capturas agressivas e maior transparência nas ações.
Entre as principais reivindicações estão: Uso de métodos de controle de natalidade Redução ou eliminação do uso de helicópteros Melhor acompanhamento dos animais após a captura Ativistas também criticam o destino dos cavalos recolhidos. Muitos são enviados para currais e centros de manejo, onde podem permanecer por toda a vida — ou, em alguns casos, serem destinados à venda. Outro ponto de debate envolve o custo da operação. Apenas no Colorado, a remoção de pouco mais de mil cavalos pode gerar um custo estimado de US$ 53 milhões aos contribuintes, segundo dados citados por especialistas. Esse valor inclui:
Captura e transporte Manutenção em currais Alimentação e cuidados veterinários Para críticos, o modelo atual é caro, pouco eficiente a longo prazo e não resolve a raiz do problema, já que a população tende a crescer novamente. Os cavalos selvagens do oeste americano descendem, em grande parte, de animais trazidos pelos europeus há séculos e se tornaram um símbolo cultural dos Estados Unidos. No entanto, o crescimento descontrolado da população coloca o governo diante de um desafio complexo.

Por: Redação





