• Segunda-feira, 30 de março de 2026

Fósforo ganha relevância estratégica e impulsiona eficiência na pecuária de corte brasileira 

Com o Brasil na liderança global da carne em 2026, o manejo nutricional estratégico e o equilíbrio mineral tornam-se os diferenciais decisivos para garantir a rentabilidade e a eficiência produtiva dentro da porteira

Com o Brasil na liderança global da carne em 2026, o manejo nutricional estratégico e o equilíbrio mineral tornam-se os diferenciais decisivos para garantir a rentabilidade e a eficiência produtiva dentro da porteira A pecuária brasileira vive um momento de forte protagonismo no cenário global. Em 2025, o país se consolidou como o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em 2026, o Brasil se mantém como o principal fornecedor global de carne bovina, com exportações estimadas em cerca de 12,35 milhões de toneladas, em um cenário de oferta internacional mais restrita e demanda aquecida. O desempenho reforça a necessidade de práticas de manejo mais eficientes e estratégias nutricionais adequadas para sustentar um rebanho produtivo e competitivo. Entre os fatores que impactam diretamente a produtividade está o equilíbrio mineral da dieta dos bovinos, com destaque para o fósforo.
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    Em um cenário de margens pressionadas e busca por maior eficiência, o manejo nutricional passa a ser um diferencial competitivo dentro da porteira. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});De acordo com Bruna Gomes, gerente de produtos terapêuticos da Ourofino Saúde Animal, o mineral exerce papel central no funcionamento metabólico dos animais: “ O fósforo participa diretamente da geração de energia nas células, da formação óssea, da transmissão de impulsos nervosos e de diversos processos fisiológicos essenciais. Quando há deficiência, o impacto pode aparecer rapidamente, com queda de consumo de alimentos, redução no ganho de peso e queda na eficiência produtiva do rebanho“, explica. Considerado o segundo mineral mais abundante no organismo dos bovinos, o fósforo também está ligado à formação de DNA e RNA, à estrutura das membranas celulares e ao metabolismo energético, sendo fundamental para a produção de ATP, a principal molécula de energia das células. Impactos da deficiência mineral Estudos conduzidos pela Embrapa Gado de Corte apontam que a deficiência de fósforo está entre os problemas nutricionais mais comuns na pecuária tropical, especialmente em sistemas baseados em pastagens naturais. A carência desse nutriente pode provocar:
  • crescimento mais lento dos animais * redução no ganho de peso * queda no desempenho produtivo * baixa eficiência na utilização dos alimentos * problemas ósseos e imunológicos Além dos impactos produtivos, o desequilíbrio mineral também aumenta a suscetibilidade a distúrbios metabólicos, especialmente em períodos de maior exigência fisiológica, como adapção ao confinamento ou situações de estresse nutricional.
  • Metabolismo energético e desempenho Pesquisas científicas, incluindo estudo publicado na revista Animal (Pereira et al., 2013), indicam que estratégias nutricionais voltadas ao suporte metabólico podem melhorar a eficiência na utilização de nutrientes e ampliar a disponibilidade energética dos animais. Essa abordagem tem ganhado espaço entre produtores que buscam maior eficiência na produção e melhor adaptação dos animais. Tecnologia a favor da eficiência produtiva Com foco em apoiar o produtor na gestão nutricional e metabólica do rebanho especialmente em sistemas intensivos e semi-intensivos, a indústria de saúde animal vem investindo em soluções que combinam vitaminas e minerais estratégicos. Entre essas tecnologias disponíveis no mercado está o FosBion B12, solução injetável desenvolvida pela Ourofino Saúde Animal que associa fósforo orgânico (butafosfan) e vitamina B12 (cianocobalamina). A formulação foi criada para auxiliar no suporte metabólico dos bovinos em momentos de maior demanda fisiológica, como adaptação ao confinamento ou situações de estresse nutricional. De acordo com a especialista, a combinação atua favorecendo a produção de energia, o metabolismo de carboidratos e lipídios e o funcionamento hepático, contribuindo para o desempenho produtivo e o bem-estar dos animais: “Quando o metabolismo energético do animal está equilibrado, ele consegue responder melhor aos desafios produtivos. Isso significa mais eficiência alimentar, melhor desempenho e maior sustentabilidade na produção“. E complementa: “A evolução da pecuária brasileira nas últimas décadas está diretamente ligada ao uso de tecnologia, nutrição de precisão e avanços genéticos. Produzir mais proteína animal em menos área tornou-se uma prioridade estratégica para atender à crescente demanda global. Nesse contexto, o manejo nutricional adequado, incluindo o equilíbrio mineral da dieta, torna-se um dos pilares para manter a produtividade, a saúde do rebanho e a rentabilidade das propriedades rurais“. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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