• Terça-feira, 28 de abril de 2026

Disputa presidencial acirrada põe pressão sobre Minas

Embora os campos lulista e bolsonarista tenham resolvido as candidaturas ao Senado, os palanques para o governo de Minas seguem sem definição de nomes e com rachas

A disputa acirrada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) esvazia no primeiro turno, neste momento, a visibilidade dos concorrentes que se apresentam como terceira via. Lula registra 46,6% das preferências, Flávio Bolsonaro tem 39,7%; os outros cinco candidatos somam 13,1%: Renan Santos tem 5,3%; Ronaldo Caiado 3,3%; Romeu Zema, 3,1%; Augusto Cury, 1,1%; e Aldo Rebelo, 0,3%.  

Os dados sugerem, que a polarização não dá espaço para crescimento fora do embate lulismo e antilulismo, por um lado; e, por outro, bolsonarismo e antibolsonarismo. Ambos têm, igualmente, as rejeições mais altas e estatisticamente “iguais”: Lula, 51% e Flávio Bolsonaro, 49,8%. Os resultados são da mais recente Atlas Bloomberg, realizada entre 22/04 e 27/04, com 5008 mil entrevistas, em metodologia que recruta eleitores organicamente durante a navegação de rotina na web. 

Desse plebiscito eleitoral de amores e ódios resulta que qualquer candidatura que enfrente Lula em eventual segundo turno, apresenta desempenho similar. Lula e Flávio Bolsonaro estão em rigorosa situação de empate técnico:  Lula tem 47,5% e Flávio Bolsonaro, 47,8%. 

O presidente tem melhor desempenho entre mulheres em relação aos homens; pessoas nas faixas de 45 anos ou mais, principalmente 60 anos ou mais; pessoas com renda familiar até R$ 2 mil e mais católicos em relação aos evangélicos. Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre homens em relação às mulheres; com pessoas de 35 a 44 anos; renda familiar de R$ 2 mil a R$ 3 mil; mais evangélicos do que católicos. 

A disputa apertada da sucessão presidencial coloca pressão sobre os dois campos políticos para a definição das candidaturas em Minas Gerais,  segundo maior colégio eleitoral do país, onde estão definidas as principais candidaturas ao Senado Federal, mas na disputa para o governo, nem Lula nem Flávio Bolsonaro têm resolvidos os palanques estaduais. As indefinições nos dois campos têm motivações diferentes. 

Lula aposta no senador Rodrigo Pacheco (PSB) como nome para a convergência de forças políticas do centro e da direita moderada. Mas sem a definição de Pacheco, seguem suspensas as movimentações, que também andam em compasso de espera também no campo bolsonarista. Três caminhos possíveis estão postos ao campo bolsonarista, que levam a um racha. 

Há o grupo mais vinculado a Eduardo Bolsonaro (PL), que apoia a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos). O grupo mais associado a Nikolas Ferreira (PL) trabalha pela candidatura do governador Mateus Simões (PL); e nesse confronto surge, como alternativa, a candidatura própria do empresário e presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe. 

Tais impasses tendem a ser empurrados para julho, véspera das convenções, quando o mundo político terá mais clareza de como evolui o desempenho do governo Lula, considerado, na ciência política, o melhor preditor de votos.

Por: ITATIAIA

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