• Sábado, 31 de janeiro de 2026

Deputada democrata é atacada com líquido ao discursar em Minneapolis

Ilhan Omar falava a eleitores em Minneapolils, na noite de terça-feira

A congressista democrata Ilhan Omar – alvo de críticas frequentes do presidente dos EUA, Donald Trump – foi atacada durante um encontro com eleitores em Minneapolis por um homem que segurava uma seringa e a borrifou com um líquido. Enquanto Ilhan Omar, conhecida figura de esquerda, discursava atrás de um púlpito, na terça-feira (27), um homem se aproximou dela e borrifou um líquido não identificado antes de ser contido por um agente da segurança, mostram imagens publicadas em redes sociais. Após o ataque, a deputada de Minnesota manteve-se no encontro, em uma cidade abalada há semanas por operações de imigração e por protestos contra estas ações. A plateia aplaudiu quando o homem foi imobilizado, ficando com os braços amarrados atrás das costas. Pouco antes, Omar pediu a abolição da agência de imigração dos EUA (ICE) e a renúncia da secretária da Segurança Interna, Kristi Noem. "A ICE não pode ser reformada", declarou. A polícia de Minneapolis afirmou que os agentes viram o homem usar uma seringa para borrifar um líquido na direção da democrata. Depois de imobilizado, o homem foi levado para a prisão do condado, informou o porta-voz local da instituição, Trevor Folke, em declarações à AP. U.S. Rep. Ilhan Omar speaks during a town hall meeting, days after a man identified as Alex Pretti was fatally shot by federal immigration agents trying to detain him, in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 27, 2026. REUTERS/Maria Alejandra Cardona
Ilhan Omar discursava para eleitores em Minneapolis, que vive dias de tensão com operações contra imigrantes que já deixaram pelo menos dois estadunidenses mortos - REUTERS/Shannon Stapleton/Proibida reprodução
Omar prosseguiu com seu discurso após o homem ser retirado da sala pela equipe de segurança, afirmando que não se deixaria intimidar. Jornalistas disseram que sentiram um cheiro forte, semelhante a vinagre, quando o homem pressionou a seringa. Ao sair, a congressista afirmou que ficou perturbada, mas que não estava ferida. Omar foi atendida por uma equipa médica. "Estou bem. Sou uma sobrevivente, esse pequeno agitador não vai me intimidar. Não deixo os 'bullies' vencerem. Grata aos meus incríveis eleitores que estiveram comigo", escreveu mais tarde na rede social X.

Repercussão

A Casa Branca não respondeu de imediato à AP, que pediu um comentário na terça-feira à noite. O presidente Donald Trump tem criticado frequentemente a congressista e intensificado os ataques verbais nos últimos meses, quando concentra as atenções em Minneapolis. Durante uma reunião de gabinete em dezembro, o presidente insultou a congressista, a quem chamou de "lixo". Horas antes, na terça-feira, o presidente criticou Omar ao discursar para uma multidão no estado de Iowa, dizendo que seu governo só deixaria entrar imigrantes que "possam mostrar que amam" os EUA. "Ela vem de um país que é um desastre. Acho que nem é considerado sequer um país", disse Donald Trump sobre Ilhan, nascida na Somália. A congressista republicana da Carolina do Sul Nancy Mace denunciou a agressão. "Estou profundamente perturbada por saber que Ilhan Omar foi atacada hoje", disse em uma publicação na rede social X.

"Independentemente de discordar veementemente da sua retórica — e eu discordo —, nenhum parlamentar eleito deve enfrentar ataques físicos. Não é assim que somos", acrescentou.

O prefeito de Minneapolis, o democrata Jacob Frey, também condenou o ataque na rede social X. "Inaceitável. A violência e a intimidação não têm lugar em Minneapolis. Podemos discordar sem colocar as pessoas em risco", escreveu.

Ataques a parlamentares

O ataque ocorreu dias depois de um homem ter sido detido no Utah por supostamente ter dado um soco no rosto do congressista Maxwell Frost, um democrata da Flórida, durante o Festival de Cinema de Sundance e de ter dito que Trump iria deportá-lo. As ameaças contra membros do Congresso aumentaram nos últimos anos, atingindo o pico em 2021, após o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio, antes de registrarem uma leve queda e voltarem a subir, de acordo com os números mais recentes da polícia do Capitólio dos EUA. Relacionadas
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Por: Redação

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