No primeiro trimestre deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a liberação de R$ 3,88 bilhões para projetos em Santa Catarina, o que significa crescimento de 124,4% frente aos mesmos meses do ano anterior. Considerando todos os recursos aprovados para o estado desde 2023, no governo atual, SC já contratou R$ 52,72 bilhões, uma alta de 118,8% frente a toda gestão do governo anterior.
Os desembolsos demoram mais, mas os números também são expressivos. No período de janeiro a março deste ano, eles somaram R$ 2,64 bilhões, um crescimento de 41,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
Considerando os setores, as aprovações para SC atenderam a todos, mas a liderança ficou com infraestrutura, que somou R$ 2,05 bilhões. Em segundo lugar veio a agropecuária com R$ 920,8 milhões e depois a indústria, com R$ 384,3 milhões.
O BNDES também informou sobre o perfil dos negócios que conseguiram financiamentos. As micro, pequenas e médias empresas responderam por R$ 2,88 bilhões do total de crédito aprovado. Esse montante é 133,6% superior ao do mesmo período do ano anterior.
– Os números mostram que o BNDES, sob a orientação do presidente Lula, retomou seu papel de parceiro estratégico do desenvolvimento. O BNDES tem atuado para facilitar o acesso ao crédito, ampliar investimentos, aumentar a produtividade, reforçar a infraestrutura e promover a inovação, impulsionando o pequeno empreendedor, a agropecuária e a indústria. Em Santa Catarina, o BNDES tem sido um forte parceiro da indústria, com R$ 15,61 bilhões de aprovações para o setor produtivo desde 2023, e está apoiando grandes investimentos em infraestrutura, como a recuperação de rodovias estaduais e a construção de embarcações para indústria de energia – revela Aloizio Mercadante, presidente da instituição.
As aprovações de crédito para a Região Sul no primeiro trimestre de 2026 somaram R$ 15,1 bilhões, 145,5% mais frente aos mesmos meses do ano anterior, quando somaram R$ 6,3 bilhões. Na Região Sul, a liderança trimestral ficou com a agropecuária, R$ 7,56 bilhões; seguida infraestrutura, R$ 5 bilhões; comércio e serviços, R$ 1,57 bilhão; e indústria R$ 1,34 bilhão.
Os dados regionais foram divulgados junto com os do balanço trimestral da instituição. O Banco fechou o período com lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, 17% mais na comparação com os mesmos meses de 2025. Em 12 meses, até março, o lucro recorrente chegou a R$ 15,6 bilhões, o maior da história.
De acordo com o BNDES, a inadimplência de 0,046% (90 dias) permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional, que em março ficou em 4,33% geral e 0,60% para grandes empresas em março de 2026.





