• Terça-feira, 10 de março de 2026

Coreia do Sul diz que não pode impedir que EUA transfiram armas

Declaração do presidente sul-coreano ocorre depois de relatos de realocação de mísseis Patriot para o Oriente Médio.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung (Partido Democrático da Coreia, centro), disse nesta 3ª feira (10.mar.2026) que não pode impedir que os EUA redistribuam algumas armas estacionadas no país. A declaração foi feita depois de relatos de uma possível realocação de mísseis Patriot baseados no país asiático para serem usados no conflito no Oriente Médio.

O Patriot é um dos sistemas de defesa aérea mais avançados do arsenal norte-americano. É considerado referência em defesa antimísseis terrestre.

“Parece que recentemente houve controvérsia em relação ao envio de algumas armas, como baterias de artilharia e armas de defesa aérea, das Forças Armadas dos EUA na Coreia para fora do país”, disse Lee em uma reunião de gabinete, segundo a agência de notícias Reuters. Observou ainda que, embora Seul tenha expressado oposição, não estava em posição de fazer exigências.

O presidente sul-coreano afirmou que a remoção de algumas armas norte-americanas do país “não prejudica a estratégia de dissuasão em relação à Coreia do Norte”. Disse também que os gastos com defesa e as capacidades convencionais da Coreia do Sul superam em muito os da Coreia do Norte.

A Coreia do Sul abriga uma importante presença militar dos EUA. De acordo com a Reuters, são cerca de 28.500 soldados e sistemas de defesa antiaérea, incluindo os interceptores de mísseis Patriot.

Sobre o assunto, as Forças dos EUA na Coreia disseram: “Por razões de segurança operacional, não comentamos sobre a movimentação, realocação ou possível reposicionamento de capacidades ou ativos militares específicos”.

Os EUA e Israel lançaram a operação militar conjunta contra o Irã no sábado (28.fev). No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.

Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.

Desde o início do conflito, o Irã já atacou ao menos 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã havia dito à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

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Por: Poder360

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