A CK Hutchison iniciou um processo de arbitragem internacional exigindo pelo menos US$ 2 bilhões do governo panamenho, depois das autoridades terem tomado à força 2 de seus portos ao longo do Canal do Panamá.
Uma unidade do conglomerado de Hong Kong, a Hutchison Ports PPC, afirmou em um comunicado de 6 de março que buscará incansavelmente a indenização integral pela grave quebra de contrato e pelas ações anti-investidores do Panamá, recusando-se a aceitar meras compensações simbólicas.
A disputa ameaça complicar os esforços contínuos da CK Hutchison para vender um vasto portfólio global de portos a um consórcio liderado pela BlackRock, um negócio acompanhado de perto por causa da possível participação de uma gigante estatal chinesa do setor de transporte marítimo.
O conflito se intensificou no final de fevereiro, quando o Panamá revogou formalmente os direitos de operação da PPC nos portos de Cristóbal e Balboa, em lados opostos do canal.
A medida foi tomada depois de uma decisão da Suprema Corte do país, em 29 de janeiro, que considerou inconstitucional o contrato de concessão da empresa, assinado inicialmente em 1997 e renovado por 25 anos em 2021.
As autoridades assumiram o controle administrativo e operacional dos terminais em 23 de fevereiro, proibindo o acesso de representantes da PPC aos locais e encerrando suas operações.
A arbitragem também visa ações governamentais subsequentes que a PPC caracterizou como um abuso extremo de poder sem autorização judicial válida.
Em 26 de fevereiro, autoridades panamenhas invadiram um depósito privado sem aviso prévio, apreendendo documentos protegidos por sigilo profissional e outros bens de propriedade da empresa, sem relação com as operações portuárias, segundo a companhia.
Os 2 terminais apreendidos faziam parte originalmente de um pacote de 43 portos internacionais que a CK Hutchison pretendia vender em março de 2025.
Apesar da intervenção do governo panamenho, o consórcio liderado pela BlackRock continua avançando com as negociações pelos 41 portos restantes, com a China Cosco Shipping mantendo sua participação nas conversas, conforme noticiado pelo Financial Times em 3 de março.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 9 de março de 2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.





